Frase de Douglas Trindade
O SAPATO Marquei o traço do passo apurado, do sapato seco. Partia torpe no calor, eu o via árido no beco. Quem o calçava passava aperto naquela fuga. Era a gravata cara voada ao vento. Era ruga. Olhos famintos, não minto, suando, sem rumo, sufoco! Atenta doutro lado, a vida, passando o pisado oco. Não esqueço o dia daquela trajetória ruim. Tempo que passar. Marquei-o tanto na memória, que a mim doía caminhar.
No pensador.ai desde