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Frase de Lenita Melo

Punhal O amor quando descrente se faz distante. A verdade dita entre os dentes com voz hesitante, fere como punhal de flores com lâmina de diamante. Por pior que seja, se faz necessária. Mas antes tome um drinque e se prepare, Pois para quem ama a dor pode ser extraordinária. Já que a lâmina quando quente, corta fundo e cauteriza Evitando que se alastre o veneno Que mata o corpo e a alma agoniza. Para incisão dolorosa, não existe forma cautelosa. Escolher palavras por medo de magoar, pode mais ferir do que poupar. Então não evite, mesmo se puder evitar. Se tiver que ferir, que deixe sangrar. Mas o que fazer quando na dúvida, a dor é latente fere mais que a lâmina ardente que até se pede veemente fere o corpo, mas salve a mente. A verdade para quem conta, como fogo, queima a garganta Para quem ouve, no momento pouco entende e mais espanta. Mesmo que não seja completa a surpresa, contada de verdade, traz ao bolo a cereja. Com o tempo que enseja, Sabendo dos detalhes, de forma mórbida só reclusão e a dor almeja. O mais incrível é que ao algoz só o primeiro golpe compete, O que corta fundo e rasga a carne é nossa imaginação que incessante se repete. Como reconstituição de um crime por outro cometido, em cinema 24 horas exibido, Já não se trata da verdade e sim a mescla do que foi Apimentada com a nossa dolorosa versão do “como deve ter sido”. A criação da nossa versão dos fatos é na verdade, a causadora da pior dor. Apesar de não ser de fato a verdade, é o que enche o peito de rancor. Como agulhas pontiagudas, que quanto mais espeta, Com a nossa própria mão encrava no peito o punhal na medida certa. Então se é para cortar que corte fundo, Se for para contar que seja tudo, Se for para ir que seja agora Se for para perdoar que não seja da boca pra fora. Pois a dor mal cicatrizada, com o tempo o coração devora. Então nessa noite, quem tem coragem chora, Quem tem medo de não resistir, com a escuridão se apavora. Pouco importa se a madrugada durar um ano ou uma hora O importante é que quando enxergar a nova aurora Que o sol brilhe e a esperança leve essa dor embora Ficando só a doce lembrança do que de bom foi vivido, na felicidade de outrora. Se você sentiu muito medo de passar por essa dor, Tome logo a providência e se vacine contra o amor.

Lenita Melo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Entre amigos Amigos: se é tão bom tê-los, porque perdê-los? São a melhor parte de nós refletida nos outros.
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Entre amigos Amigos: se é tão bom tê-los, porque perdê-los? São a melhor parte de nós refletida nos outros. Da vida os ganhamos e são verdadeiros tesouros. Duram mais que diamantes e reluzem como ouro. Mesmo longe, estão sempre conosco e desempenham diversos papéis. Só eles nos dizem as maiores verdades e por isso, a eles somos fiéis. Um verdadeiro amigo não se faz, se reconhece. Para a vida não os afastar, um cuidado carece. É assim porque na amizade, não existe no gostar uma obrigação. É por isso que se diz que amigos são a família escolhida pelo coração. Quando os amigos também são família, é bom. Une-se o útil ao agradável. Quando os amigos são vizinhos, Toda vizinhança se torna mais amigável. Quando os amigos também são amigos do namorado, até o sair acompanhado fica mais amável. Quando os amigos são de diferentes idades ou culturas, a experiência é mais rica, e isso é aconselhável. Não importa se são muitos ou poucos, Pois diante de tamanha qualidade, a quantidade é variável... Mas ter a sorte de viver entre amigos, isso sim é formidável!” Set/14

Raízes Na turbulência buscou fincar âncora nas raízes mais fortes e profundas que poderia ter Então ouvindo o coração, pisou naquele chão.
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Raízes Na turbulência buscou fincar âncora nas raízes mais fortes e profundas que poderia ter Então ouvindo o coração, pisou naquele chão. Embora qualquer outro caminho pudesse percorrer, sabia que outro não queria escolher, pois foi ensinado que sobre alicerce fraco, prédios fortes não podem se erguer sabia que colocar tijolos novos sobre qualquer outro chão, poderia toda a sua construção comprometer. Então ouvindo o coração, pisou naquele chão. Tocar aquelas paredes, fez toda a sua lembrança acender, paredes vazias para qualquer um que como ele não podia o mesmo ver dali tirou o único combustível capaz da sua “roda motriz” abastecer o que para todos era saudade, para ele era clareza de um valioso saber. Como presente da natureza, a lembrança se fez certeza talvez a única, em um momento que tantas incertezas podia ter. Então mesmo sem ter a resposta, sobre ela fez a sua aposta acreditou que merecia vencer Percebeu que já poderia, no suor de cada dia, sua própria fortaleza erguer. Sabia que de noite ou de dia, um farol teria para o seu caminho iluminar e proteger. Então ouvindo o coração, pisou naquele chão Deixou a brisa leve no seu rosto bater, fechou os olhos, e sem espelho pode ver que algo nele havia mudado, sem que antes pudesse perceber. Entendeu que por toda vida foi folha de uma linda árvore frondosa a florescer, mas a vida fez a folha amadurecer, e hoje para as suas mudinhas que estão a crescer, a forte raiz, foi ele quem passou a ser.

Saga Nordestina Da vida do meu pai pouco sei. Mas pelos seus olhos pude ver toda alegria e tristeza
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Saga Nordestina Da vida do meu pai pouco sei. Mas pelos seus olhos pude ver toda alegria e tristeza e sobre essas contarei. Por disputas de terras nos anos trinta, mais uma família brasileira seria extinta. De linhagem pequena devastada pela saga nordestina Os Melo se foram em uma chacina, Ficando para a vida, somente o menino e a menina. Criado com mais uma dúzia de outra família, fez do sonho sua rotina. Já que a realidade era perversa e até ali a vida lhe foi cretina. Não posso imaginar que vida foi aquela, Mas sei o cenário, pois tudo se passou em Pernambuco, Exatamente em Casa Amarela. Mas homem de fé não desanima, É o que reza a lenda e conto em rima. Para servir a sua pátria mãe gentil Aos 18, rumo a uma nova vida partiu. O recomeçar veio divino, em uma ilha de esplendida beleza, Mais que uma nova vida, amigos encontrou na fortaleza. Foi soldado onde não havia guerra, Serviu ao Brasil no maior paraíso já visto na terra. Em Noronha, entre peixes e tartarugas viveu Foi tão feliz que até das mazelas da infância esqueceu. No quartel era soldado, na igreja era fiel, nos bares para um brinde esperado e as noites acabavam no bordel. De pesca e Futebol ele gostava Mas segundo minha mãe, ofício nunca aprendeu. Ele dizia que na Ilha tinha tanta coisa boa Que apesar de passar anos, o tempo não deu. Ainda na casa dos 20 percebeu, que na sua porta, uma nova prova bateu Para febre amarela, os cabelos e amigos perdeu e mais uma vez quase morreu. Queria uma nova chance Precisava de um novo sonho que estivesse ao seu alcance Tomou uma atitude que julgou vitoriosa, Trocou o canto das sereias Pelo mito da cidade Maravilhosa. Das sereias e seus encantos já sabia de defender Das dificuldades de um emigrante na cidade grande, teve que aprender. Procurava trabalho e uma vida boa sob o sol da Guanabara Alegria até encontrou, mas a felicidade foi o preço cobrado por Iara. Na estiva trabalhou e sob o sol suava Pelo dinheiro pouco que ganhava Para a pinga até que dava, E para nada mais sobrava. Voltar não era opção, tinha que seguir em frente, trabalhando para comprar o pão, assim conheceu muita gente. Se foi certo ou errado, não cabe a mim julgar Um pouco dele vive em mim, no meu modo de sonhar Do jeito dele me amou, não há o como duvidar Se foi real tudo o que se passou, não tenho como provar Um repente fraco sobre a vida de gente forte Que mostra que para sobreviver à saga Nordestina, precisa ter mais que força, precisa ter sorte. Para fazer valer a sua estrada e deixar uma história, Mesmo que seja após a sua morte. Como disse, se tudo é verdade não tenho certeza. Mas isso não tira da história a sua beleza Pois não fala do sonho de um homem e sim da saga de um povo e da sua grandeza.

Tão meu Tento não lembrar, mas não quero esquecer, Penso em te encontrar, mas tenho medo de me perder.
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Tão meu Tento não lembrar, mas não quero esquecer, Penso em te encontrar, mas tenho medo de me perder. Novamente perco a batalha: lembro sem perceber Dos meus longos cabelos castanhos enroscados na sua negra barba. Novamente não pude conter Me perco nos seus flamejantes lábios querendo meu juízo e boca morder. Sem motivo rio sozinha, não consigo esconder, Por mais tempo queria ficar, isso já deves saber. Volto ao trabalho, mas minha mente voa, Já não posso interromper Então para sossegar o coração, começo a escrever, Talvez para te imortalizar em verso, Já que aqui, para sempre poderá viver. Se é certo ou errado, não posso escolher Só sei que foi tão bom e foi tão breve, Exatamente como tinha que ser. Suas mãos me puxando para perto, Seu sussurro e seu gemido, pude sentir e pude ver Enfim a maior parte possível de você comigo pude ter. Então naquela noite, fui tão sua e você tão meu, Que de inveja por um instante, até a lua se escondeu.