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Frase de Marivaldo Pereira Souza

Me leve para o mar Oh menina me leve, Me leve para o mar, Leva me pelas areias, Tenho saudade da praia, Dos contos de sereias; Das estórias dos jangadeiros; Das redes fartas de peixes; Dos sorrisos faceiros; Do samba de roda a beira mar; Das vozes das caboclas a cantar. Me leve menina para o mar. Queira Deus que eu mereça Conseguir caminhar bem devagarinho, Para ver e sentir as ondas molhar os meus pés, E o vento brando, Refrescar a minha cabeça, Antes que uma forte chuva aconteça. Oh menina da beira do rio, Me conduza nesta canoa, E leve me para o mar. Sou neto de pescador, Levo flores, Sou um devoto de Yemanjá, Me leve para o mar. Mperza

Marivaldo Pereira Souza

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Pensador.com

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A mata e o tempo Como é fascinante Lembrar de você, Cecília.
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A mata e o tempo Como é fascinante Lembrar de você, Cecília. Na fazenda, Sua adorável companhia. Nos fins de semana: Passeios pelos bosques, Para contemplar a beleza Da diversidade vegetal. Cavalgar pelas trilhas Até as cachoeiras do rio. Saltar do alto das pedras, Mergulhando até o fundo no poço Nadar até os cipós nas árvores. Na volta pra casa Colher em abundância os frutos: Araçás, cajus, ananás e maracujás, Pela imensa mata tropical. Ainda me lembro muito bem O que você sempre dizia: Queria ter asas Para voar entre os galhos das árvores E ferozmente Impedir o homem De desmatar este jardim natural Cecília, Na diversidade daquele bioma, Você se encantava A fauna te dava imensa paixão. Eram tantas as espécies, Ficaram na memória, Me lembro muito bem. Observávamos a aparição do Acauã, anu-preto, araponga, águia real, bacurau, beija-flor, biguá, caburé, coruja, curiango, curió, guaxe, jacuaçú, macuco, papagaio, periquito, perdiz, sanhaço, saracura, sofrê e tururim. A mata atlântica nos impressionava. Por possuir lindas jueiranas, jacarandás, baraúnas, pequis, angelins, massarandubsa, paus d’alho e imponentes jequitibás. Cecília, Observando o tempo lá fora Me deu vontade de te perguntar: Algum dia, Essa mágica diversidade voltará a reinar? Quem irá preservar?

Que este silêncio não seja eterno, Na vida que levo de lembranças, Pelos caminhos do sacrifício,
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Que este silêncio não seja eterno, Na vida que levo de lembranças, Pelos caminhos do sacrifício, Pelas lágrimas derramadas, No tempo e na distância, Daquela infância perdida. Que este silêncio não seja eterno, Para eu não perder a fé Para eu não perder a esperança. Para pôr fim a este silêncio: Que venham novas estações, Que venham novos frutos, Que venham novas flores, Que surjam novas cores. Para o amanhã, nova vida. Novos sabores. Mperza 2015

Eu prefiro a pureza da criança; Cumprindo o destino da natureza, Na companhia do seu amável cão,
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Eu prefiro a pureza da criança; Cumprindo o destino da natureza, Na companhia do seu amável cão, Correndo, saltitando e sorrindo pelas águas calmas e límpidas do riacho; Se jogando nas folhas secas ao chão, Pelas sombras da floresta; Regozijando-se da liberdade do ir e vir de galhos em galhos, Como os beija-flores e borboletas, Se lambuzando na diversidade dos néctares silvestres; Se perfumando pelos aromas dos florais; Num pleno desejo harmônico de brincar e viver intensamente. Eu prefiro a pureza da criança! Mperza