Frase de Miriam Da Costa
Hoje acordei com vontade de pegar o meu barco e navegar... Chegando na praia lembrei que eu só tenho um barquinho de papel... Peguei a minha caneta e começei a remar no meu batel... E fui singrando as águas do que mora em mim marés de memórias ventos de saudades maresia de inspiração sem fim... Cada verso uma onda cada pausa um farol e o sol se fez verso no meu papel batel... Remando com a caneta furei as veias do papel meu barquinho sangrava versos mas seguia ( teimoso) no vendaval das entranhas... Não era mar era voragem não era água era o meu lirismo aflorado... E mesmo assim fiz da luta o leme das cicatrizes o casco e avancei porque naufragar também é escrever... E quando enfim meu barquinho afundou no silêncio mais profundo de mim descobri não era o fim era o começo do poema que eu suei para existir... @MiriamDaCosta
No pensador.ai desde