Frase de Evan do carmo
O Eterno Crepúsculo Caminha o homem, sem rumo, sem lares, Sob um céu de cinzas, em tons sepulcrais. O vento murmura segredos dos ares, Levando memórias, levando sinais. As cidades jazem, ruínas vazias, O tempo as consome, num último ardor. Os nomes se apagam, virando poesias, Sussurros dispersos, sem fé, sem fulgor. A vida, um eco que morre ao ser dita, Um breve estilhaço em meio ao vão. O homem conhece a dor infinita De ser luz fugaz na imensidão. Sem pressa caminha, pois nada perdura, Nem o tempo, nem a razão. E no efêmero, a beleza mais pura, O peso da morte, a redenção. Ergue-se o sol, um astro em cansaço, Suspenso no abismo do tempo sem fim. O homem sorri, num último instante, E some no vento, num verso ruim.
No pensador.ai desde