Frase de Ademilton Batista
O Corpo Sabe Antes: Reflexos da Dor: . O corpo é um sussurro antes do grito. Antes da gente "saber" de algo, ele já fez. Toca algo quente? A mão já tirou. A vesícula dói? O Corpo já deu o sinal. É o reflexo, essa resposta automática que precede a consciência. "Como diz a neurociência, o corpo reage em ~50ms, enquanto a consciência demora ~200ms para processar." Então, nesse raciocínio; O corpo é o primeiro a saber. A consciência vem depois, como um segundo passo. Registra a dor, avalia, decide. Mas, o reflexo já aconteceu. É como se o corpo "sentisse" primeiro, e a gente "entendesse" depois. Sentimos e depois pensamos, o corpo é o primeiro a reagir. E essa sensação é a base de tudo: O corpo é o "eu" antes do "eu penso". E quando a dor aperta e não tem remédio? A consciência tenta ajudar: Respira, distrai, relaxa. O corpo, por sua vez, solta endorfinas, tenta modular a dor via gate control theory – aquela "porta" que pode fechar o sinal de dor. Juntos, eles tentam dar um jeito. Estudos mostram que mindfulness e técnicas de relaxamento podem reduzir percepção da dor em até 50%. Mas será que é fuga ou aceitação? A pergunta filosófica fica: Quem manda? O corpo que reage, ou a consciência que "administra"? Talvez seja um trabalho em equipe. O corpo dá o alerta, e a consciência cuida do resto. "Como diz Merleau-Ponty, "o corpo é o veículo do ser-no-mundo"." O que sei é que Ele nos conecta com o ambiente antes da gente "pensar". E talvez seja por isso que, quando o corpo dói, tudo dói. E se a dor for crônica? O corpo se acostuma (neuroplasticidade). E a mente? Como lidar com o incessante sinal de alerta? A consciência pode se cansar....Mas, o corpo segue. É aí que a psicologia entra: Aceitação, reinterpretação da dor, foco em valores, estratégias para não deixar a dor definir a vida. "Como diz Drew Lanham, "o corpo guarda histórias que a mente esquece"." E o que é dor, afinal? Uma sensação, um aviso, ou um reflexo? Talvez seja, o conjunto de tudo isso. Por isso que, às vezes, a gente precisa parar e ouvir o que o corpo tem a dizer. Não só ouvir, mas, sentir. "Como diz Carlos Drummond de Andrade, "o corpo é a única coisa que não mente"." Faz sentido parar e ouvir? Ou a gente segue ignorando os sinais, até que o corpo não aguente mais? A dor vai continuar. O corpo vai reagir. E a consciência? Vai tentar entender, administrar, aliviar. É um ciclo sem fim. E você, como lida com a dor? O corpo sussurra, a consciência esculta? A dor é um idioma que o corpo fala, e a gente, aprende a traduzir? Ou fica perdido nas entrelinhas? O corpo dói, a mente interpreta. E a alma, o que faz? Ela sente, respira, some ou transforma tudo em poesia? O silêncio do corpo é um barulho surdo. Quando ele fala, a gente treme. Quando dói, a gente sente. E quando ele para de doer? A gente esquece? Ou agradece? O corpo ainda é um mistério. E a dor, uma grande lição. E se a dor for a porta? E se ela abrir para algo novo? E se o corpo sussurrar "mude"! E se a gente ouvir? E se a gente sentir? E se a gente renascer? O corpo sabe antes. A consciência certamente virá depois. "Como diz V.S. Ramachandran, "o corpo é um fantasma que habita o cérebro"." Eu digo que a dor, É o fantasma que nos lembra de que estamos vivos. No exemplo do "membro fantasma", o corpo "sente" dor em algo que não existe mais? Será isso? Ou tudo é entregue a alma para dá o veredicto final? A dor para nós, também, pode ser um professor. "Como disse Buda, "a dor é inevitável, o sofrimento é opcional". Como no exemplo de Viktor Frankl em Auschwitz: É preciso encontrar sentido na dor extrema. "Maya Angelou, disse "faça o que você tem medo de fazer, e a morte do medo é certa"." Se o corpo sente medo, mas a consciência pode agir apesar dele. Então, a gente, escolhe sofrer ou aprender? O certo é: O corpo dói, mas a mente pode transcender. E se a dor for um caminho para a compasão? A relação entre corpo e consciência é como uma dança constante. O corpo sente, a consciência interpreta. O corpo reage e a consciência responde. É um diálogo sem fim. "Como diz Maurice Merleau-Ponty, "o corpo é o veículo do ser-no-mundo" Para mim, o corpo nos conecta com o ambiente antes de a gente "pensar". O corpo é o primeiro a saber de tudo, a consciência vem depois para entender e agir. E quando o corpo e a consciência estão em sintonia? A gente se sente inteiro, presente, vivo. Mas, quando eles estão desalinhados? A gente pode sentir o desconforto da instabilidade, que gera ansiedade e dor. A consciência pode até tentar controlar o corpo. Mas, o corpo, também influência a consciência. "Como disse Antonio Damasio, "o corpo é a base da consciência"." Talvez, seja por isso que as sensações corporais moldam como a gente pensa e sente. E se a gente parar e ouvir o corpo? Ele sussurrará necessidades, limites, desejos. A consciência pode aprender a escultar esses sussurros e responder a nós de forma mais harmoniosa. O corpo sabe antes. A consciência vem depois. E a alma? Onde fica nesse processo? A alma sente, respira, transcende. Ela se encaixa nesse diálogo entre corpo e consciência vivenciando, cada fio de seda, sendo o elo principal de ligação. A alma, é o próprio silêncio que vive entre corpo e consciência, fortalecendo e engrandecendo os laços dos pensamentos, evoluindo em sua silenciosa jornada. Diante de tudo isso aqui descrito... Eu finalizo essa crônica dizendo que; O corpo é o início e a consciência o caminho, e a alma, é o destino final. . Ademilton Batista Brasil, Bahia, Itabuna DRA03022026.
No pensador.ai desde