Frase de Jonathan Humberto Freitas Ferreira
Saudades! . . Nestes dias de tua ausência prolongada, Quando te perdes nas memórias de tuas origens, Minhas palavras para ti tornaram-se raras, Escassez de minhas palavras tu estais, Pois minhas mensagens regozijam encontrar suas vistas, Agradam quando te agradam, Palavras que, Como madeira que, ao calor da forja, se transforma e se aquece. . Preservei o silêncio, a abstinência de escrever, o jejum de falar, fazer-me presente; Para que a carícia das palavras não te distraísse Do verdadeiro alento, do amor que te é devido, Aquele amor materno e paterno que te envolve. . Segurei-me de muitas coisas que desejava compartilhar, Para respeitar teu espaço, teu canto sagrado, Temendo que minha voz pudesse acirrar A saudade que, voraz, se instala em cada canto. . Reservei-me de tantas e tantas coisas que gostaria de escrever, Para consagrar sua várzea. . Meu paladar jaz na memória dos teus beijos, Meus braços, uma força agora desfalcada, insípida, ante seu macio abraço, Sentem falta do toque suave que em tuas mãos se finda. À vista de tudo, estou descoberto sem alma. Neste vazio, sinto-me desprovido, desamparado. . A distância e a saudade maculam meu ser, Entristecem até o mais valente dos corações. Em momentos vazios, cobiço até tua sombra, Sigo o rastro do perfume que deixaste no ar, Cada passo teu se imortaliza na poeira que agora Envolve o chão que tocaste, tornando-o altar de tua passagem. . Ainda conservo teu lado da cama, Ainda repousa ali a imagem que de ti projetei. . Querida, aguardo-te para revigorar o homem que sou, O homem que, em tua ausência, se transforma. . Amo-te, eternamente, mais do que mil milhões!
Jonathan Humberto Freitas Ferreira
No pensador.ai desde