Pular para o conteúdo

Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

Bolero de inverno no cerrado No cerrado, seco, o sol da manhã Nos tortos galhos, o ipê, a cortesã De um inverno, em uma festa pagã Desperta o capricho do deus tupã Degustando a aurora tal um leviatã E numa angústia, o orvalho, num afã Do céu azul, num infinito, de malsã Craquela o dia no seu tão árido divã Do duro fado, tão pouco gentleman E tão árido, tal uma agridoce romã E vem o alvor, com o frígido de hortelã Bafejando poeira cheia de balangandã Tintando a flora em um rubro poncã Zunindo o vento tal um som de tantã Num bolero ávido por um outro amanhã... São gemidos, uivos, sofreguidão Correndo pelo sulco do cascalhado chão Emergindo desse pântano, ressequida solidão. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2018, 27 julho 2018 Brasília, DF

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
Continuar lendo

ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
Continuar lendo

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano