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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

ASPEREZA DO CERRADO Ai a aspereza do cerrado Não a entende ninguém É sublime o céu encarnado E são encantados também Traz na secura do teu ar O empoeirado vai e vem Do vento nas folhas a chorar E as estrelas no céu além São versos ao poeta poetar Que nunca será um porém São feiticeiras noites de luar Que ao olhar nos faz tão bem Só quem embala na emoção Entende a alma que aqui tem Está matuta e rude vegetação De flores, e trovadores também Ai a aspereza do meu cerrado Que nunca nos trata como refém Chão que chora o amor e o amado Na viola que do cancioneiro provém Ai a aspereza do tortuoso cerrado Impregnado aos que aqui vivem... E aos poetas também! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano