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Frase de Marcelo de Souza

BATISMO DE FOGO Entre porres de bourbon e ressacas marinhas delirium tremens febres terçãs vestígios de naufrágios canteiros de martírios salmos, epifanias mosaicos de neon preso em teu labirinto entre fortes desde as maciças retas concretas de tua carnadura urbana às tenras curvas abstratas de tuas coxas mundanas dentro de ti – ai de mim! -, Copacabana fiz meu rito de passagem meu batismo de fogo: fiz-me homem menino poeta.

Marcelo de Souza

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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ANTIMUSA Com seus olhos de incrédulo voyeur, minha poesia, Ávida, viu, menina, ao que passavas, tanta graça Sorrir-se-lhe, que desde então, dia e noite, me arrelia, Sempre em segredo pondo-se a esperar-te. E, por pirraça, Impregna-me a lira de saudade e, em lenta agonia, Até morre – ah, poesia mais caprichosa! -, se não passas.