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Frase de Oswaldo Jesus Motta

Reflexo Olha, jovem: esse reflexo na água revela as marcas do tempo, memórias gravadas na pele de tantos caminhos vividos. Instantes de alegria, de dor e amor; gestos de ternura, sonhos pacientemente tecidos em silêncio. Ah, esses olhos que hoje ensinam um coração outrora partido, tantas vezes refeito nas madrugadas da vida. Ah, esse reflexo que sussurra: jovem de ontem, homem maduro de agora. E no coração ainda repousam as cicatrizes do tempo, lembrando, à margem, que o amanhã de algum modo sempre encontra o caminho de volta.

Oswaldo Jesus Motta

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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O espelho O espelho revela: mapas na pele
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O espelho O espelho revela: mapas na pele rastros de afetos. Nos cabelos brancos o inverno se demora; os verões repousam nos fios escuros. Na face do espelho, descubro: o tempo também tem memória.

Janelas Caminho pela cidade. Janelas acesas
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Janelas Caminho pela cidade. Janelas acesas outras afundadas no silêncio das salas. Alguém atravessa a rua vazia, outro espera o semáforo piscando na paciência da noite. Nos passos apressados quantos carregam o peso do dia. Num banco da praça uma jovem se senta. Chove. Abre o guarda-chuva não é da chuva que se protege. Há uma tristeza fina caindo por dentro. Da bolsa tira um livro. Abre. Fecha. Entre o livro e o guarda-chuva hesita. A cidade segue. E numa janela apagada talvez alguém também agora aprenda a difícil arte de acender ou apagar a própria janela.

⁠Ponto azul É esfera azul no escuro.
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⁠Ponto azul É esfera azul no escuro. Gira. Tão ínfima, e sustenta bilhões cada qual ardendo por dentro: quartos acesos, vozes suspensas, mãos que se perdem no ar. Tudo pulsa entre encontros e desencontros. E ainda assim cabe inteira em si no ruído mudo deste ponto azul.

Quintal da memória Uma varanda, uma vila,
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Quintal da memória Uma varanda, uma vila, um corredor comprido. Da janela, um quintal aberto ao mundo. Chuva de verão caindo morna, cheiro de café vindo da cozinha, o leite crescendo no fogão. Brinquedos esquecidos pelo chão. Pai - porto seguro. Avó - doçura de colo. Madrinha - mãos cheias de agrados. Padrinho - passos lentos pelas tardes. Hoje, quando a chuva retorna e o café invade o ar, fica apenas a infância roçando leve as asas da lembrança.