Frase de Maria da Penha Boina
Lembrança III É tarde de outono, O oceano, da janela do apartamento, se apresenta mais cinzento. O homem nada todos os dias no mesmo lugar, Deve ser norma do seu médico, pois água está fria. Mergulha e, em cada braçada quando, A cabeça vem à tona para respirar É você a nadar no meu mar. Corro à varanda Fixo bem os olhos para distinguir quem realmente é, Leva tempo para decifrar. O cérebro está condicionado Para enxergar o que desejo Que deveria além do horizonte estar. Depois de algumas horas Com olhos a transmitir ao cérebro a real imagem, Conscientiza a interpretação, É outra pessoa a se exercitar e, já caminhando, Ele sai do meio da nuance preguiçosa da estação. Achei que seria possível ser você vindo a nado, Mas você já cá está a nadar em outro mar. Talvez, mesmo sendo outono, Seja um mar mais significante e mais brilhante Que o mar que lhe tenho a ofertar.
No pensador.ai desde