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Frase de Aleksandro Silva

⁠A minha versão A minha versão que vale a pena não é aquela que te apraz Eu não sou feito de puro equilíbrio Essa minha versão chora todas as noites A minha versão que vale a pena é o avesso da minha impressão carnal Está tudo aqui dentro, na flor da pele não transpassa nada do meu submundo interior Eu não concebo poemas com a minha versão rude, nem digo que te amo Mas minha versão interior grita como um leão selvagem e só diz: “te amo, te amo, te amo...” Essa voz que vem lá de dentro ecoa dessa forma. Eu choro sim, mas não se preocupe, nem tudo em minha vida são lágrimas Às vezes choro por prazer, choro de saudade, de emoção, de êxtase Até esses versinhos simplórios são uma forma de chorar pra mim. E essa minha versão é inacessível. A minha versão louco, embasbacado, apaixonado pela Vida mas de pouco verbo É a versão mais fácil de ver. Mas é uma versão feia. Eu gosto mais de ser bonito Assim como eu sou por dentro. Portanto não me julgue pelo o que eu sou por fora Eu só sou o que sou por dentro graças ao que toco por fora E fora dos limites do meu corpo bate um coração que não é meu Faz parte do que sou por dentro e amo por fora Essa é a minha melhor versão, a que te venera e te contempla A que te bebe no escuro, apalpa no claro e sente falta a todo momento A que te lê nas entrelinhas. A que atravessa à nado essa sua paz vermelha Se pendura firme nos teus fios rubros de cabelo Morre no incêndio que é teu olhar. Minha versão débil não se parece em nada com o cara da propaganda de toalhas que você adora Nem tem os mesmos atributos dos príncipes tal qual previu Walt Disney Essa versão morre a cada dia em que subsiste, não quero que olhe pra ela. Minha versão canalha, é a versão que espera que tudo venha daí Mas que arquiteta o que há de vir e sonha desse lado Sonha contigo a todo momento Quero a sua versão comigo. Aleksandro Silva

Aleksandro Silva

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Pensador.com

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Outras frases de Aleksandro Silva

⁠Preso pelos algoritmos Flutuando amarga teia Mente fraca, terra fértil
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⁠Preso pelos algoritmos Flutuando amarga teia Mente fraca, terra fértil A todo ódio que semeia Vigiado na viagem Vadiando, noite é Dia salto na miragem De assalto reza e fé Figurando entre a beleza Esqueleto arredio Paisagem realeza Dismorfico sombrio Engole o choro da solidão Com um gole de café Violão sem diapasão Desarranja nota ré Mundo estranho, pousa rico Mesmo pobre de marré Passa adiante enquanto fico Vai em frente marcha ré!

⁠... ouvi pessoas importantes dizerem adeus, não com todas essas letras A, D, E, U e S, mas desde então qualquer dor de dente têm sido fácil de suportar. Se alguém me pergunta porque sou uma mulher insensível, simplesmente respondo que sensibilidade é excesso de falta de proteção…
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⁠... ouvi pessoas importantes dizerem adeus, não com todas essas letras A, D, E, U e S, mas desde então qualquer dor de dente têm sido fácil de suportar. Se alguém me pergunta porque sou uma mulher insensível, simplesmente respondo que sensibilidade é excesso de falta de proteção. Fica cada vez mais difícil ser romancista, a corrupção virou manchete, a depressão é o novo mal do século e eu acabo de deixar de te amar... Balada da meia mulher

⁠Meu coração é sistema excretor de versos Que nos campos de lírios diversos Esvaece sem sentir dor.
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⁠Meu coração é sistema excretor de versos Que nos campos de lírios diversos Esvaece sem sentir dor. Meu coração é herança da criança que dança no adro da esperança da traça, da trança. Meu coração é de pedra Até o abstrato engendra Na fonte que bate ao morrer. Meu coração é uma obra prima Que de tanto carecer de rima Por muito tempo deixou de bater. Meu coração é parnasiano Quase que de ano em ano Deságua na fonte de quem o amou Se dele por hora me afasto morro Assim como em morro morre o asfalto Morro doce ao viver. À Fausto. Aleksandro Silva