Pular para o conteúdo

Frase de Leonardo Horta

" À minha menininha" Vi-te em minha vereda, em caminho de minha vida; me és rumo e destino, és única saída, és inspiração, de sonho e paixão, és começo e recomeço, és amor e és razão, és quem em mim eu reconheço, do início, até o fim, és quem só hoje tenho, e quem sempre esteve em mim. Subi aos altos montes, desci aos profundos vales, trilhei por toda a terra, cruzei todos os mares, não há na criação, tamanha inspiração, de tua intensa formosura, não se há contemplação. Minha doce menininha, de meu reino és rainha, das viagens és meu porto, dos anseios meu conforto, já não sei se sou sem ti. Se tu fores, eu irei, se ficares, ficarei, se a mim deixares, morrerei, pois sem ti eu não serei... Minha rqazão não decidiu, meu conceito se partiu, não sentido em minha ação, mas no Juri da paixão, toda regra é escessão Não antevejo o amanhã, e nem quero antever, quero amanhã viver o hoje, e pra sempre reviver. Hoje sou teu... Hoje és minha... Já decidi não acordar, deste sonho de criança, minha doce menininha.

Leonardo Horta

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Leonardo Horta

{O Mar} Sou mar, sou água e sou sal,
Continuar lendo

{O Mar} Sou mar, sou água e sou sal, sou só e sou frio. Sou mar, sou água da dor, deserto de amor, trago a vida e a morte, trago destino e a sorte. Quantas embarcações, meu Deus quantas. Se foram em minhas águas, levaram vidas lavadas, nas águas da triste sorte, fui eu quem lhes trouxe à morte. Me lembro daquele barco, o primeiro que navegou, lembro de o ter levado, nas águas, que se afogou, lembro de ter marcado, tais águas com mui ardor, lembro de ter partido, suas velas levantou, foi-se ao sabor do vento, foi-se e me deixou. Veio o segundo barco, veio ao natural, levei-lo por minhas águas, viagem comercial, foi vazio e indiferente, foi naufrágio, pois fui ausente. A terceira embarcação, foi em meio à um tufão, turbulenta a viagem, marcante de emoção, mas eu mesmo o afundei, pelo que me agitei, não vi-lo à naufragar, pois o vento à soprar, minhas ondas à agitar, não me deixei de encapelar, o vento então cessou, já nada posso fazer, apenas optar, por lembrar ou esquecer. Hoje vejo outro barco, que navega sobre mim, vou-lhe deixar ir, para não trazer lhe o fim. Muitos se foram, não mais estão à navegar, estão dentre as águas, são memórias à recordar. Não mais quero ser mar, agora quero navegar, não importa que eu afunde, quero dentro em ti estar. Como mar serei só, pois não te quero naufragar, antes ver-te no cais, apenas à margear. Assim prossigo, sempre frio, só com o vento à papear, não olhe a ilusória calma, pois é triste a sorte do mar.

{Rio da Vida} Roda a roda da vida, no rio das águas da dor,
Continuar lendo

{Rio da Vida} Roda a roda da vida, no rio das águas da dor, roda e traz-me alimento que trazes da força do amor. Corre e que corra o rio, conduz labuta e ardor, faz-me fazer uma ponte, que leve-me à o transpor. Quando além deste rio, estou e não há aflições, lembro-me de seu curso, das dores e falsas paixões. Quando enfim retornar, aquele que fora fechar, as fontes das impurezas, que ao rio vem macular, terei paz e alegria, e eterna companhia, daquele que faz o rio, faz a roda e a calmaria. Verei que não foi em vão, me abster de mergulhar, nas águas que trazem beleza, e que em correntes me tendem levar. Recordarei por que passei, daqueles que encontrei, das vezes que à margem fui, e que sempre retornei. Hipocrisia não é meu forte, é doce o sabor da morte, mas quero o que é amargo, pois do rio é triste a sorte. Quero a ponte estreita, quero a roda do trigo, quero trabalho e luta, quero batalha e guerra. Não hei de descansar, tampouco hesitar, vou transpor este rio, é o meu sentido em viver, e tu virás comigo, se aquilo que digo entender.

Sou veículo, não estrada, narro a vida mostrada, mostro a imagem vista,
Continuar lendo

Sou veículo, não estrada, narro a vida mostrada, mostro a imagem vista, falo da cena narrada. Sinto com palavras, uso linguagem da alma, copio a realidade, acrescento-lhe a paz e a calma. Poeta não é inventor, não inventa o amor, fala daquilo que vive, pois também fala da dor. O poeta e o Repórter, não parece mas são irmãos, o repórter informa à mente, o poeta ao coração. É o simples falar da vida, é o comentar no banco da praça, é jogar palavras ao vento, é falar do que se passa, poetizar não é querer, é o simples dom de viver, é deixar falar a alma, tomar a frente de teu ser. Todo homem é poeta, não existe ensinar, o dom que há em ti, só tu podes encontrar.

{O sol e o Mar} O sol brilha sobre mim, como é belo o explendor,
Continuar lendo

{O sol e o Mar} O sol brilha sobre mim, como é belo o explendor, está distante, eu sei, mas sinto seu calor. Não fiz por merecer, dá-me o Sol sem receber, ouve-me pois oh sol, pois venho lhe agradecer. Quero me arrebatar do chão, estar onde estás, pois não quero a solidão. Sou mar de águas calmas, mas frio sem meu sol, a noite é mui longa, o dia um simples farol, o entardecer é nossa hora, enfim podemos nos unir. Vou mudar-me em horizonte, se meu sol me acompanhar, vamos parar o tempo, como um, vamos estar. Posso sonhar assim, posso poetizar, mas sempre serás Sol, e eu aqui, um frio Mar.