Frase de Sandro Paschoal Nogueira
Dono de quê? Se nem dono de mim eu sou... Sonhos confusos... Almejando ao coração ressuscitar... Com tão pouco tempo a pensar... Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego... Só assim me reconheço... Quando a vida com o látego me fustiga... Finjo não ver a realidade sentida... Na pura ausência das coisas... Um palco: eu e a lua... O terror de pensar no fim da peça... Louvando por estar em cena... Ainda... Mas o futuro insiste e persiste... Em rasgar as cortinas... Escurecer as estrelas... Devorar a noite... Massacrar o dia... Na arte de perder-se não há nenhum mistério... A cada dia um pouco perdemos... Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado... Quem me quiser que me chame... Ou que me toque com a mão... Antes que a peça termine... E só reste silêncio e escuridão... Sandro Paschoal Nogueira facebook.com/conservatoria.poemas
No pensador.ai desde