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Frase de Sandro Paschoal Nogueira

Todo dia é quase igual, A rotina não dá trégua, O mundo parece banal, E a mesmice nos carrega. As mesmas ruas, os lugares, As conversas sem emoção, Os mesmos velhos olhares, A mesma programação. É chato, não vou negar, Parece tudo repetido, Mas a vida pede pra andar, Mesmo quando falta sentido. A gente sai pra espairecer, Pra ver gente, ouvir canção, Pra tentar um pouco viver, Pra distrair o coração. Um bar, uma mesa, um amigo, Uma cerveja pra acompanhar, Mesmo sem nada de novo, A gente insiste em tentar. Porque ficar só reclamando, Também não muda o cenário, E o tempo vai nos levando, Sem consultar o calendário. Então, mesmo achando chato, Mesmo cansado de tudo, Vamos sair desse quarto, Conhecer um pouco do mundo. Que a vida não é novidade, Nem sempre tem emoção, Mas ainda existe liberdade Pra escolher outra direção. E se amanhã for igual, E o tédio vier novamente, Que a gente enfrente o banal Com um sorriso diferente. Porque viver é insistir, Mesmo quando falta prazer, É levantar, sair, sorrir... E dar uma chance ao viver! 🌹 Sandro Paschoal Nogueira

Sandro Paschoal Nogueira

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Pensador.com

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Outras frases de Sandro Paschoal Nogueira

Saí de casa sem destino, sem saber onde chegar, não porque houvesse um caminho,
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Saí de casa sem destino, sem saber onde chegar, não porque houvesse um caminho, mas porque eu precisava andar. Sentei num bar, pedi um drink, vi a noite acontecer, e entre risos e conversas não encontrei o que queria ver. Não era falta de gente, nem silêncio ao redor; era a falta daquele encontro que faz a noite ter sabor. Há dias em que a vida passa sem sequer nos tocar, como uma rua conhecida que já cansamos de atravessar. E então a gente sai sozinho, só para poder dizer: “Hoje eu não fiquei fechado, hoje eu tentei viver.” Mas que estranho é estar no mundo e não sentir o mundo entrar; ter pessoas ao nosso lado e ninguém nos despertar. Talvez a vida seja mesmo esse eterno procurar: não necessariamente alguém, mas um motivo para ficar. Um olhar que nos surpreenda, uma conversa sem final, uma presença inesperada que transforme o habitual. Porque o que cansa não é a noite, nem a solidão de um lugar; é quando todos os caminhos parecem sempre terminar no mesmo lugar. Então volto para casa, deixo o copo e deixo o bar, guardo a noite na memória e me preparo para sonhar. Amanhã começa tudo de novo, com seus horários e seus ais; mas talvez, entre o mesmo de sempre, a vida ainda guarde algo mais. E se hoje nada aconteceu, não significa que acabou. Há noites que apenas passam… e há noites em que alguma coisa começa sem que a gente saiba onde começou. Sandro Paschoal Nogueira

Era sábado, a garoa caía, bem leve, molhando a calçada, e eu fui ao BarCana tranquilo,
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Era sábado, a garoa caía, bem leve, molhando a calçada, e eu fui ao BarCana tranquilo, sem pressa, sem hora marcada. Ali estava a Rose, proprietária, dona daquele cantinho acolhedor, e entre conversa, risada e lembrança, a noite ganhava seu próprio sabor. Uma garrafinha de catuaba ia chegando ao seu ponto final, enquanto a chuva, mansinha, deixava mais bonito o temporal. Não era noite de grandes planos, nem de procurar explicação; era apenas viver aquele instante, com simplicidade e satisfação. A vida talvez seja justamente isso: saber o momento de chegar e partir; ficar quando existe vontade, e ir embora quando é hora de dormir. Porque eu tenho pousada, tenho trabalho, e a manhã não espera ninguém: quatro e meia já estou de pé, fazendo o café para quem vem. Enquanto muita gente ainda dorme, eu já começo o meu dia a cuidar: dos quartos, da casa, dos hóspedes, e de tudo que precisa funcionar. Então terminei minha catuaba, dei boa-noite e fui embora, não porque a noite estivesse ruim, mas porque o descanso também tem sua hora. E enquanto a chuva caía lá fora, eu voltava pensando, talvez, que a vida não precisa de luxo para oferecer beleza e prazer. Às vezes basta uma mesa, uma conversa e uma amizade, uma garrafinha quase vazia e um pouco de chuva na cidade. Felicidade não precisa de ocasião: ela aparece nas coisas pequenas, quando a gente presta atenção... Sandro Paschoal Nogueira

⁠#CORAÇÃO #VALENTE Pelos lugares onde anda... Fantasmas afugenta...
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⁠#CORAÇÃO #VALENTE Pelos lugares onde anda... Fantasmas afugenta... Opta viver de escolhas... E no talante do destino... É o escolhido... Olha no espelho e vê que não é perfeito... Escolhe o que vestir com esmero... Com olhos de querer... Sente-se belo... Afinal... "Os planos de Deus nunca falham"... Esquece de quem o deixou triste... Mas não esqueçe jamais de quem lhe fez feliz... Sempre lhe promete lhe dar o melhor... Às vezes se confunde... E se ajeita com o pior... Caminha no purgatório com destino ao paraíso... Talvez seja por tal... Não ser de muitos risos... Planta no chão suas esperanças... Num emaranhado de cores... Sonha até onde a vista alcança... Segue em frente com o coração valente... Um coração que não mente... Não chama de amor... O nó que não desatou... A sorte não deu... O tempo levou... Alma de criança... Tem medo de enfrentar... Seu próprio desejo... De muito amar. Sandro Paschoal Nogueira Conservatória - Caminhos de um poeta

⁠#RAZÕES Tenho razão em sentir saudades... Do tempo da melhor idade...
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⁠#RAZÕES Tenho razão em sentir saudades... Do tempo da melhor idade... Da fantasia em companhia... De correr em ruas vazias... De rir cheio de alegria... De brincar até tarde... Tenho razão em sentir saudades... Das flores colher... Do céu muito estrelado... Sonhando em voar... E minhas mãos estender... Tenho razão em sentir saudades... Dos sonhos que agora jazem... Em um limbo distante... Quando tive a felicidade... Tenho razão em sentir saudades... Daqueles a quem muito amei... Daqueles a quem muito me amou... E que agora nada sei... Tenho razão em sentir saudades... Até do que desconheço... E por mais que eu faça e me meço... Das pequenas coisas que dou apreço... Essa saudade me dói... Tenho razão em sentir saudades... De um olhar... Um toque de mão... Tamanha é a saudade... De ouvir um coração... Do colo em que me aninhei... Do afago que ganhei... De conselhos que em muitas horas foram ditos... Uns ouvidos, outros não... Tenho razão em sentir saudades... Do que já não tenho mais... E aqui me pego eu... Sentindo saudades em meus ais... Mas tudo só fica na vontade... E vivendo sigo minha sina... De saudades do que acabou... Do pó que tudo se transformou... Me deixando um vazio... Só saudades e uma grande dor... Tenho razão em sentir saudades... Mas agora é só a vontade... De voltar a um tempo... Que sem eu me dar conta... Mansamente escoou... Terminou... Eu tenho razão em sentir saudades. Sandro Paschoal Nogueira facebook.com/conservatoria.poemas