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Frase de Davi Borges

Sede de viver sede de pensar O passado nos faz acordar E regressar para as velhas montanhas E para os corcovado das emoções Afinal somos curvos como chuva das monções Somos delimitados como sede que não se mata Como um vôo sem pouso Somos um destino sem fim e um fim sem começo E é isso que nós amedronta Nem sempre sabemos o que somos Mas descobrir pode tirar o sentido Da vida, dos contos de fada Somo júrias de paz Razão do raio que causa chamas E da dor que aquece nossos nervos Mas ainda não sabemos o calor da nossa essência O sabor de tal efervescência Que arrepia e mata cada fio de cabelo Afinal o que somos? Senão passos que morrem cada vez mais A cada dia Somos a doença que nos torna fracos Mas somos a cura que nos faz renascer Somos a sombra de toda ignorância Mas somos o fruto do pensar e crescer. Somos as histórias perdidas Somos sonhos realizados E nem toda a esperança dos poetas Pode hibernar nossos instintos A humanidade que se perde Encontra o novo cada vez mais longe Vai e faz o grito da fúria Rogue e torture todos os teus medos Mas são os medos que nos fazem ir em frente São os medos que criam as coragens E os covardes não sentem medo Ou o sentem demais. Cale-se, enriqueça-te dos seios dos rios Atravesse os mares com teus dedos Sussurre no ouvido da flor Faça júrias de fé Ou injúrias de amor Mas não esqueça de quem é.

Davi Borges

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Pensador.com

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Saudações mundo As vozes das árvores ecoam roucamente em meus ouvidos E ao acaso a noite me conquista
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Saudações mundo As vozes das árvores ecoam roucamente em meus ouvidos E ao acaso a noite me conquista E meus olhos negros cegam com tanta nitidez Viver com histeria não é mais tão frugal Um nom de plume em nome de cada história Para que não se percam em um tempo qualquer Medieval é o amor, e o tempo se desfaz com ele Benquisto era o romantismo Hoje é apenas abominação dos bruxos Saudades do azul da manhã Lembranças de um viver qualquer Saudações mundo Como se faz hoje em guerra Antes se fazia em paz E pela mitologia de atena Vibra ainda a voz rouca das árvores Como uma singela canção Que vibra no firmamento do segundo céu Era tudo extremamente rudimentar Hoje as árvores falham a voz Pois não tem mais o que cantarolar Vozes cintilam na beira da estrada E eu corro vigorosamente em busca do amanhã E o amanhã nos meus sonhos é sempre e será eternamente Como nos dias passados Como o rei é coroado Eu coroo a noite como rainha do amor Entre plebeus e marajás há tanta infinidade pouco se sabe quando não há o que saber toda sabedoria é plena quando há pelo que plenar Planeje o futuro para não prender-se ao passado Escolha entre ambos para não pender-se em um penhasco Suba de galho em galho e alcançará o fim e um belo horizonte Dono de mistérios e mistérios, teu e todo o império Era assim os dias de antes e será assim os de amanhã Hoje o mundo se perde e vaga pobre num vazio infinito.

A melancolia é o sentimento mais misterioso Acreditem, também o mais irracional Todos gostam de se sentirem melancólicos
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A melancolia é o sentimento mais misterioso Acreditem, também o mais irracional Todos gostam de se sentirem melancólicos O sofrimento agrada ao nosso ego animal Não há oportunidade para a humanidade Todos vivem numa redoma de sonhos A imaginação é seu maior alimento e fruto de possibilidades Mas a imaginação nos impede de realizar os sonhos que nunca sequer Passaram pela nossa cabeça A melancolia é sórdida e nos destrói sem que saibemos Não temos noção A melancolia é como a bela sereia que canta e encanta Mas mata quem atrai com sua doce voz A melancolia é bela e atrativa Que não gosta de ser coitado de chorar por amor? Supere e esqueça a melancolia é o que digo Mas os ignorantes histéricos persistem nela Se acabam nos seus próprios sonhos Perdem a vontade pela vida e pela realidade E tudo fica tão frio e pobre Perto dos nossos sonhos Sonhar imaginar e melancolizar Tudo isso consome nosso ar Destrói nossos caminhos para que não andemos Mas sim, rastejemos Traiçoeira como a névoa do deserto Essa é a melancolia Nela não há alegria tampouco euforia dos pássaros vibrantes Nela só há dor e sofrimento, solidão e escuridão Nela somos coitados e inocentes Sem acolhimento É isso que os atrai A escuridão do sofrimento

O mundo é só um paradoxo de mentes Cada qual com seu pensamento com seu sentimento Eu sinto, tu sentes
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O mundo é só um paradoxo de mentes Cada qual com seu pensamento com seu sentimento Eu sinto, tu sentes Uns com um ódio fétido capaz de invocar os próprios demônios E outros com tamanho amor capaz de invocar o mais belo dos anjos e tudo tão cinza se torna obscuro E é isso que nós atormenta: o medo do futuro Esqueçam vamos lembrar que há o belo Que há os motivos para caminhar Sem deixar que os pés afundem no chão Embora as vezes tenhamos vontade de nos derramar Existe muito mais pelo que devemos amar E pela primeira vez tragar uma só rota Por um só destino Por um só caminho por um só mar, por uma terra qualquer O que importa é não desistir, como os passarinhos Os pássaros que cantam não desafinam a voz E assim como nós nossos passos não desafinam Eles entornam até encontrarem seu fim Veredito e retumbante pode ser a voz do silêncio Mas se aguentar nunca mais torna a ouvi-lo E em obsoleta fé é que o mundo se encontra Num abismo muito distante Mas no fim de cada abismo há os campos e as flores E em todo instante É preciso lembrar com euforia Que não há noite tão longa que não encontre dia.

Toda sabedoria é frugal O saber é amar é reciprocidade É o alimento que nutre nossa alma
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Toda sabedoria é frugal O saber é amar é reciprocidade É o alimento que nutre nossa alma E a deixa menos invisível e mais aparente Como qualquer pássaro que aprende a voar E o conhecimento sem sabedoria E como um cego com uma lente Não sabe, não teme, não é Não tem utilidade, não existe Todo trovão é apenas reflexo de uma existência Todo agir é repleto de pensar E todo pensar é repleto do agir Tragar todo o mar sem navegar Nada mais é do que imaginação Só os sábios diferenciam o sonhar do viver O crer do descrer O irmão do amigo O São do louco O enganoso do verdadeiro E de falsa simplicidade constrói as virtudes falaciosas E de tão ditosas, ditam tal viver Mudam toda maneira de crer Mas só os sábios sabem Estamos tão alheio a tudo Como um meteoro caindo no fim do mundo Como um laço que prende toda consciência Só o sábio consegue resistir A tentação de desistir Fecha-te Pare de andar sem tornar-te sábio E para o bem o mundo calo Todo conhecimento é falho Se não tem quem saiba usa-lo