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Frase de Davi Borges

Saudações mundo As vozes das árvores ecoam roucamente em meus ouvidos E ao acaso a noite me conquista E meus olhos negros cegam com tanta nitidez Viver com histeria não é mais tão frugal Um nom de plume em nome de cada história Para que não se percam em um tempo qualquer Medieval é o amor, e o tempo se desfaz com ele Benquisto era o romantismo Hoje é apenas abominação dos bruxos Saudades do azul da manhã Lembranças de um viver qualquer Saudações mundo Como se faz hoje em guerra Antes se fazia em paz E pela mitologia de atena Vibra ainda a voz rouca das árvores Como uma singela canção Que vibra no firmamento do segundo céu Era tudo extremamente rudimentar Hoje as árvores falham a voz Pois não tem mais o que cantarolar Vozes cintilam na beira da estrada E eu corro vigorosamente em busca do amanhã E o amanhã nos meus sonhos é sempre e será eternamente Como nos dias passados Como o rei é coroado Eu coroo a noite como rainha do amor Entre plebeus e marajás há tanta infinidade pouco se sabe quando não há o que saber toda sabedoria é plena quando há pelo que plenar Planeje o futuro para não prender-se ao passado Escolha entre ambos para não pender-se em um penhasco Suba de galho em galho e alcançará o fim e um belo horizonte Dono de mistérios e mistérios, teu e todo o império Era assim os dias de antes e será assim os de amanhã Hoje o mundo se perde e vaga pobre num vazio infinito.

Davi Borges

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Pensador.com

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Outras frases de Davi Borges

A melancolia é o sentimento mais misterioso Acreditem, também o mais irracional Todos gostam de se sentirem melancólicos
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A melancolia é o sentimento mais misterioso Acreditem, também o mais irracional Todos gostam de se sentirem melancólicos O sofrimento agrada ao nosso ego animal Não há oportunidade para a humanidade Todos vivem numa redoma de sonhos A imaginação é seu maior alimento e fruto de possibilidades Mas a imaginação nos impede de realizar os sonhos que nunca sequer Passaram pela nossa cabeça A melancolia é sórdida e nos destrói sem que saibemos Não temos noção A melancolia é como a bela sereia que canta e encanta Mas mata quem atrai com sua doce voz A melancolia é bela e atrativa Que não gosta de ser coitado de chorar por amor? Supere e esqueça a melancolia é o que digo Mas os ignorantes histéricos persistem nela Se acabam nos seus próprios sonhos Perdem a vontade pela vida e pela realidade E tudo fica tão frio e pobre Perto dos nossos sonhos Sonhar imaginar e melancolizar Tudo isso consome nosso ar Destrói nossos caminhos para que não andemos Mas sim, rastejemos Traiçoeira como a névoa do deserto Essa é a melancolia Nela não há alegria tampouco euforia dos pássaros vibrantes Nela só há dor e sofrimento, solidão e escuridão Nela somos coitados e inocentes Sem acolhimento É isso que os atrai A escuridão do sofrimento

Sede de viver sede de pensar O passado nos faz acordar E regressar para as velhas montanhas
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Sede de viver sede de pensar O passado nos faz acordar E regressar para as velhas montanhas E para os corcovado das emoções Afinal somos curvos como chuva das monções Somos delimitados como sede que não se mata Como um vôo sem pouso Somos um destino sem fim e um fim sem começo E é isso que nós amedronta Nem sempre sabemos o que somos Mas descobrir pode tirar o sentido Da vida, dos contos de fada Somo júrias de paz Razão do raio que causa chamas E da dor que aquece nossos nervos Mas ainda não sabemos o calor da nossa essência O sabor de tal efervescência Que arrepia e mata cada fio de cabelo Afinal o que somos? Senão passos que morrem cada vez mais A cada dia Somos a doença que nos torna fracos Mas somos a cura que nos faz renascer Somos a sombra de toda ignorância Mas somos o fruto do pensar e crescer. Somos as histórias perdidas Somos sonhos realizados E nem toda a esperança dos poetas Pode hibernar nossos instintos A humanidade que se perde Encontra o novo cada vez mais longe Vai e faz o grito da fúria Rogue e torture todos os teus medos Mas são os medos que nos fazem ir em frente São os medos que criam as coragens E os covardes não sentem medo Ou o sentem demais. Cale-se, enriqueça-te dos seios dos rios Atravesse os mares com teus dedos Sussurre no ouvido da flor Faça júrias de fé Ou injúrias de amor Mas não esqueça de quem é.

O mundo é só um paradoxo de mentes Cada qual com seu pensamento com seu sentimento Eu sinto, tu sentes
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O mundo é só um paradoxo de mentes Cada qual com seu pensamento com seu sentimento Eu sinto, tu sentes Uns com um ódio fétido capaz de invocar os próprios demônios E outros com tamanho amor capaz de invocar o mais belo dos anjos e tudo tão cinza se torna obscuro E é isso que nós atormenta: o medo do futuro Esqueçam vamos lembrar que há o belo Que há os motivos para caminhar Sem deixar que os pés afundem no chão Embora as vezes tenhamos vontade de nos derramar Existe muito mais pelo que devemos amar E pela primeira vez tragar uma só rota Por um só destino Por um só caminho por um só mar, por uma terra qualquer O que importa é não desistir, como os passarinhos Os pássaros que cantam não desafinam a voz E assim como nós nossos passos não desafinam Eles entornam até encontrarem seu fim Veredito e retumbante pode ser a voz do silêncio Mas se aguentar nunca mais torna a ouvi-lo E em obsoleta fé é que o mundo se encontra Num abismo muito distante Mas no fim de cada abismo há os campos e as flores E em todo instante É preciso lembrar com euforia Que não há noite tão longa que não encontre dia.

Toda sabedoria é frugal O saber é amar é reciprocidade É o alimento que nutre nossa alma
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Toda sabedoria é frugal O saber é amar é reciprocidade É o alimento que nutre nossa alma E a deixa menos invisível e mais aparente Como qualquer pássaro que aprende a voar E o conhecimento sem sabedoria E como um cego com uma lente Não sabe, não teme, não é Não tem utilidade, não existe Todo trovão é apenas reflexo de uma existência Todo agir é repleto de pensar E todo pensar é repleto do agir Tragar todo o mar sem navegar Nada mais é do que imaginação Só os sábios diferenciam o sonhar do viver O crer do descrer O irmão do amigo O São do louco O enganoso do verdadeiro E de falsa simplicidade constrói as virtudes falaciosas E de tão ditosas, ditam tal viver Mudam toda maneira de crer Mas só os sábios sabem Estamos tão alheio a tudo Como um meteoro caindo no fim do mundo Como um laço que prende toda consciência Só o sábio consegue resistir A tentação de desistir Fecha-te Pare de andar sem tornar-te sábio E para o bem o mundo calo Todo conhecimento é falho Se não tem quem saiba usa-lo