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Frase de Nicola Vital

⁠⁠SONHO POÉTICO A poesia possui corpo físico. Sente dor, alegria e tristeza. Sobretudo é sentimento que freme. Qualquer um pode escrever um poema porque isso é expressão de sentimento, intrínseco a qualquer ente. Quando adolescente toda mocinha, todo rapaz, guarda em seu diarinho algumas frases de amor, rebeldia e desilusão. Embora mais tarde quando as encontra-las, quase esquecidas, amasse em bolinha e descarte. Ou talvez alguns guarde-as consigo para a posteridade. Mas a vida contemporânea nos torna produtos comercial. E isso nos desalenta da produção literária, quase que involuntariamente. Pois quando somos rotulados “responsáveis, racionais”, partimos em busca dos bens frívolos na intenção de uma suposta aceitação social. - A poesia em sua essência, não! - Essa subverte... Porque a arte por si só não permite negócio. Ela possui a magia de oferecer sentimentos e sentido às coisas. Já dizia o poeta Leminski o ato de escrever A linguagem da poesia é um ambiente de santidade. De tal maneira a fazer aplacar ou indignar o sonho poético. Eu estou muito cansado da vileza de tudo que não é natureza. Porque a natureza é a representação da arte. E a arte materialização do Deus imanente. Nem mesmo a vasão dessa solidão que carrego sobre os ombros me alenta. A potência e fragilidade da vida, o nada que a gente representa diante disso. - A humildade diante de nossa condição frágil - De nosso próprio espirito imperfeito assusta - E com a prudência do sábio Me refugiu na santidade da poesia como essência da vida.

Nicola Vital

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos!
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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos! Não me chorem amargos sisos! Eu não chorei nem sorri. Quando eu morrer, Se assim, o for meu querer, Os ouvidos, guardai em potes de vidro Pra que não possa te ouvir. Sobre os meus olhos, Plantai no mais alto dos outeiros De frente pro mundo inteiro Para eu ver, quem chora ou sorrir. Quando eu morrer, Só a língua deixai ao relento Pra não calar o que sinto E reportar o porvir. E só quando eu morrer, Separem do corpo o nariz Esse aos eflúvios condiz Guardem-no, nos florais,aos jardins.