Frase de Antonio Montes
BAY, BAY ARCO-ÍRES Há centenas de dias, não garoa a felicidade deu... Bay, bay ao querer, não chove, e a densa cerração... deixou de nos envolver, partículas do ar, secaram e as nuvens d'água... E essas, não cruzam mais céu, nem as minas, das ires de você. Dos rios o que sobrou, foi margens.... ... Margens secas... Até as lagrimas dos olhos, deixaram de existir. Outro dia eu vi uma mãe, tentando chorar, só para com as lagrimas do choro seu... Sanar, a desidratação do seu filho. A tempo, eu ouço que, a umidade do ar se acabou, e tudo que nos restou foi seca, eu vejo a poeira cobrindo as paredes das casas e dos edifícios, vejo corpos secos, cambaleando sob a sequidão do mundo Vejo as crenças pegando racha, disputando o pódio para galgar o paraíso. O sol deixou de ser alvo... Agora, ele se apresenta por de traz de camadas: Vezes cinzas, vezes vermelhas, nunca mais presenciamos a sua felicidade através da sua alvura, o amanhecer perdeu-se em meio a desilusão, e o entardecer, é apenas um ponto demarcando a indecisão da nossa esperança. O vento que um dia... Abríamos as nossas narinas para que ele nos soprasse vida, hoje usamos mascaras para que ele não nos traga a morte. O arco-íres desagregou do seu amor... Nunca mais subiu aos céus para demonstrar a sua cor, a flora perdeu a sua vitalidade, e as arvores sem seu verde, deixaram de dar frutos e flores... Para alimentar, o verdadeiro amor. Hoje... Quantos sonhos para o futuro! sendo que o futuro, outrora... Fazia parte de uma pintura, que um dia reinou no passado. Todavia, tentamos fazer de tudo para irmos morar no paraíso; fixo nas alturas nunca paramos para observar que somos os maiores parasitas planetário... Nem nunca, demos o menor valor, muito menos conta que vivíamos no próprio paraíso terrestre. Hoje pagamos pela estupidez da ganância essa ambição insaciável, na qual... Cobiçamos mais e mais, cada vez mais! Agora tudo que podemos fazer é, olhar e ver. É uma pena que não podemos, retroceder. Antonio Montes
No pensador.ai desde