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Frase de Mara inez sbroggio

⁠BARES DA VIDA Garçom! Por favor... Dois dedos de prosa um trago de cachaça e um pouco de atenção. Traga-me um pano e limpe essa dor espalhada no balcão. Garçom! Por favor... Mais duas cachaças, uma pra mim, outra pra minha alucinação. Deixe-me logo a garrafa, baixe o volume da saudade ou ao menos mude de estação. Garçom! Por favor... Cigarro, isqueiro e cinzeiro, papel e caneta tinteiro e bom bocado de inspiração. Um envelope sem remetente, e peça água de colônia ao barbeiro para disfarçar o cheiro desta assombração. Garçom! Por favor... Uma canção de Amor e um bocado de gelo pra anestesiar meu coração E traga logo a minha conta e um prego de pendurar alma tão maltratada pela paixão. Garçom! Por favor... E se eu não vier resgatá-la, é porque não preciso mais, use-a para limpar o chão!

Mara inez sbroggio

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Pensador.com

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CANÇÃO DA ESPERA Sendo a sombra, apalpo o medo Que sobre mim se resvala.
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CANÇÃO DA ESPERA Sendo a sombra, apalpo o medo Que sobre mim se resvala. Para cantar ainda é cedo, Mas minha voz não se cala Há noite Espessa lá fora Nenhum galo ainda canta Mas brilha em meu peito a aurora Nasce o sol em minha garganta

⁠RASGANDO O AZUL Seu rosto carente dança nos meus olhos perdidos! No bailado das ninfas há a doce incógnita de uma tarde molhada.
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⁠RASGANDO O AZUL Seu rosto carente dança nos meus olhos perdidos! No bailado das ninfas há a doce incógnita de uma tarde molhada. Paira no ar o veneno do sulfato Das rosas esmagadas na calçada, suspiros! No seu olhar arde uma prece inflamada No meu, em ritmo alucinante, Dança uma deusa ferida Desenha caricias no seu corpo adormecido de gemidos! Faz-lhe voar como pássaro Ganhar o universo temido Num olhar toma-lhe os lábios E alcança o eterno Assim, livremente, ensina-o e aprende a amar E, deposita em suas mãos O brilho de uma estrela cadente, risos! Estamos livremente perdidos no azul infinito do céu!

⁠ OS DIAS SE VÃO... Os dias se vão ou NÃO Perdem-se no tempo como balões no infinito.
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⁠ OS DIAS SE VÃO... Os dias se vão ou NÃO Perdem-se no tempo como balões no infinito. Tudo acontece. Próximos ou distantes Os seres vivem e eu nada sei sobre eles Em mim A vagas ideias apenas imagens irreais, Recursos naturais, incertos e humanos Os dias se vão, os meus os seus, os nossos... quem sabe... Talvez se aprendermos a soltar balões, Quem sabe... Os nossos... quem sabe...