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Frase de Álvaro Marques Batista

⁠Numa dança de emoções eu me vejo Entre o querer e o temer, eu me vejo preso, Em teus olhos, olhos como um farol, tua voz que e ecoa como um canto Que me guiam num caminho que não vejo Queima a chama do meu coração Nesse jogo onde a paixão e um leão Tentação que me consome, que me seduz Entre a razão e a loucura, me conduz Não há disfarce que resista ao teu olhar És o fogo que me incendeia, sem cessar Quero apostar toda a força do meu amor Neste duelo onde o desejo é senhar com nosso futuro Vou até o fim, mesmo que me machuque Pois contigo, cada dor se reduz a um a uma pequena fração do que realmente foi Queimando, sem cessar Até que reste apenas o calor do nosso amor.

Álvaro Marques Batista

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Pensador.com

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⁠Quem és tu?, que em pensamentos perdidos,eu vós a encontro, Perdido em teus olhos, sem rumo, sem retorno Afogo-me na onda do teu olhar suave,
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⁠Quem és tu?, que em pensamentos perdidos,eu vós a encontro, Perdido em teus olhos, sem rumo, sem retorno Afogo-me na onda do teu olhar suave, Tua mão que desejo, em minha pele, a ser gravada, Sou tua sombra, em sussurros a pulsar, Corpos no escuro, juntos no vibrar do amor. Na noite escura, lê vejo dançar, E em cada passo, meu coração a acalentar. Lembranças de beijos, ecoam em mim, Em teu abraço, perdido esse sentimento parece não ter fim Quem és tu? Onde estás? Em que lugar? No mistério da noite, teu nome a ecoar em minha mente e mim a murmurar, Quem és tú?, que meu pensamento vira um melodia, cada vez que. Imagino sinto saudades de teu abraço apertado e carinhoso, Quem és tu?, que cerca meu coração em luz, essa luz que uma vez fostes escuridão profunda, Perdido em pensamento, porque vós me fazer-tez sentir mais forte, uma imagem sua me dar forças e me faz superar minha escuridão profunda, QUEM ÉS TU?

⁠A Trindade do Eu No centro onde o nada é proibido, Ergue-se o trono do ser incontido.
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⁠A Trindade do Eu No centro onde o nada é proibido, Ergue-se o trono do ser incontido. Ali reina aquele do meio, verbo e sentença, A mão que molda, o olhar que dispensa. Na sombra à direita, o silêncio respira, Frio como aço, sussurro que delira. É a mente que nunca vacila, Que lê o caos, destrincha e destila. Olhos de cálculo, voz sem paixão, Diz: “Aqui há padrão, aqui há razão.” Nenhum suspiro escapa despercebido, O que está à direita vê o invisível escondido. Mas à esquerda... ah, à esquerda há fogo, Labaredas que dançam, desejo sem rogo. É o faminto, o ardente querer, Que ama, que odeia, que vive pra ter. Risos quebrados, pupilas em chamas, Quer tudo, devora, acende mil tramas. Se o que está à direita mede, o da esquerda quer possuir, Transforma em fascínio até o que é porvir. E então, no meio, aquele se ergue, O Juiz, o Criador, aquele que segue. Recebe dos lados o dado, o desejo, E cria o caminho, o mundo, o ensejo. Não ama, não teme, não sofre, não chora, Ele escolhe quem vive, quem some, quem mora. O da direita aponta, o da esquerda quer incendiar, Mas é o do meio quem decide... quem faz colapsar. Três em um. Um em três. O da direita, o da esquerda, e o do meio a comandar, A dança do Eu, o fluxo a pulsar. Aqueles se ajoelham, imploram, suplicam... Mas só o do meio… decide quem fica.

⁠Poema Inacabado Sou feito de silêncios que gritam no espaço entre um olhar e o abismo.
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⁠Poema Inacabado Sou feito de silêncios que gritam no espaço entre um olhar e o abismo. Trago nos olhos o cansaço de quem já viu demais, e nos lábios o orgulho de quem não disse tudo. Minha pele carrega mapas não desenhados, minhas cicatrizes são estradas sem fim. Meu rosto é um livro sem ponto final, onde cada traço é verso que nunca se fecha. Há fogo no meu cabelo, mas ele queima devagar, como quem prefere incendiar o mundo em segredo. Minha barba rala, meu sorriso ausente, são palavras que preferi calar para que o eco fosse mais profundo do que o som. Sou o inacabado, o imperfeito, o em construção e talvez seja nesse caos de ser que eu encontre a beleza que o mundo tanto tenta apagar.

⁠Eu sou Eu sou o sussurro que paira antes do grito, o silêncio que dança nas frestas do tempo.
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⁠Eu sou Eu sou o sussurro que paira antes do grito, o silêncio que dança nas frestas do tempo. Eu sou a lâmina sem fio que corta o que não se pode tocar, o olhar que não se dobra, mesmo diante da luz. Eu sou o passo que não ecoa, mas faz tremer o chão. Sou a sede que não se sacia, o caminhar sem destino, a fome sem nome. Sou a palavra que se nega a ser dita, o desejo que não cabe em desejo. Sou o rastro invisível deixado em corações que jamais saberão meu nome. Eu sou o erro e o acerto, o meio sem bordas, o abraço que aperta sem tocar. Sou quem molda a si mesmo a cada respirar, sem roteiro, sem permissão, sem plateia. Eu sou aquele que dança com as sombras, não por medo da luz, mas por amar a textura do escuro. Aquele que colhe o que não plantou, e semeia em terrenos onde ninguém ousa pisar. Eu sou a chama que não arde, o frio que não gela, o toque que não acaricia... mas marca, finca, mora. Sou o que nunca se cansa, mas finge cansaço só para sentir o gosto do repouso que nunca vem. Sou o viajante sem mapa, o traço sem desenho, o verbo sem tempo. Eu sou. E por ser, não peço licença. Apenas respiro... E no meu respirar, o mundo aprende a conter o fôlego.