Frase de Alan Peterson
O açude de Sapé O derradeiro olhar para o açude de sapé; Adeus ao sonho que o futuro revelou engano. A cama dobra de tamanho para o casal que se deita, Sem abraço, sem toque, sem o fogo do desejo. A falta do amor, enfim, se faz notada: No braço que não envolve, no corpo que recua, No olhar apavorado de quem teme a entrega. Agora, o único querer é que o tempo corra. Falta um Carnaval para a sentença, Enquanto isso, encenam sorriso e frieza. Tristeza? Não chega a tanto. A lucidez dos fatos petrificou o peito. Raiva? Não há por quê; ele apenas a quer bem. Mesmo após a profecia da cartomante, O choro dela ainda lacera o silêncio. Mas o pensamento dele já partiu para o Rio, Buscando quem tarde festeja, quem canta e deseja, Ansiando pela volta de quem nunca deveria ter saído de lá.
No pensador.ai desde