Frase de alexandre morais
Poema de Ressaca Uma lindérrima rapariga passou adiante, com uma saia enegrecida criatura bem laminada. Criança celebérrima, alfinetou cada retina. Quantas vozes em uma só, desnorteou qualquer sentimento Atrevi em pegar sua mão ouvidos macios de doces palavras firmes não hesitei ela exalava almas-flores. Fluídos de desejo pelo todo no meio a distância um toque aproximado calma filho, calma, há tempo. pele-veludo rosto, brilho repentino cabelo espesso e taludo vaga e remota lembrança Sede por envolvê-la em meus magros braços feminina de sá corpo bem buliço remexia à sambá aquele quadril postiço Enlaçamos os dedos carnes ferveram-se cruas A disse:-Vamos para fora vamos para a rua. O mundo é grande, cabe nossa dádiva da noite deliberante e total instigante pois éramos amantes pós-festa e proferi-a versos romanescos (atitude esmiuçada) copiados do tempo parado bem ali, naquele lugar os ponteiros congelaram me revirava de ponta cabeça vi o mundo do avesso aliás, nem mundo eu vi, ouvi muito menos, sentir quem sabe. Levá-la-ei ao todo nos murmúrios do amor despedir-me bem chocho embalsamado na terra Compeliu a saudade acometida refutei-a com poesia afim de evitar um desconsolo esquecer à minha pessoa em pronome de tratamento direcionado pelo palpitar lírico Dulcíssimo foi seus contornos, inundam minhas reminiscências trago-te ao pé seu jeito idôneo sem resignação por despertar a pureza onde paira maledicência.
No pensador.ai desde