Frase de Ricardo Maria Louro
Rio de Medo - E eis que d'um tempo recuado p'las margens d'um rio de medo vai boiando o meu passado em silêncio ... em segredo ... Vem de longe, nocturno e vago, passa, acusador, galgando, sem parar ... Cheio de angustia sigo a nado mas só me resta suplicar! A culpa é minha! As mãos caídas, calosas, doídas, cheias de sonhos encheram-me o passado de feridas! Mas amanhã, se o dia for risonho, não tornarei a definir a vida porque o passado é áspero e medonho!
No pensador.ai desde