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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

Outono no cerrado Cerrado. Ao horizonte escancarado. Escancaro o olhar Sob o céu acinzentado, admirado chão de cascalho calçado O vento rodopiando, a poeira empoeirando a anuviar O minguado frio sequioso outono dos planos do cerrado As folhas bailam, rodam, caiem em seu leito ressequido A chuva se esconde, onde o céu não pode chegar Os sulcados arranham e ondulam o ar emurchecido Do desconforto calado entre os cipós e galhos a uivar Olho o céu purpúreo desenhar o frio chegando ao porto Os arbustos rodeados de cascalhos num único flanco Rangendo o outono no amarelado e árido cerrado torto Num verdadeiro espetáculo de pluralidade saltimbanco © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 28/04/2016, 14'25" – cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano