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Frase de Franco Kotryk

Crônicas de um Cadáver ​ A Indevitável! ​A morte é a única que nunca chega atrasada para o jantar. Já chorei por alguns que se foram, é verdade, mas convenhamos: a saudade é um imposto que a gente paga por ter conhecido gente boa demais. O problema é quando o "falecido" ainda respira. ​ O Coveiro de Vivos! ​Sepultar alguém que ainda está respirando exige técnica. Não vai pá, nem caixão de luxo, apenas um "bloquear" bem dado e um silêncio profundo. É uma decisão difícil, mas necessária: tem gente que a gente não enterra por maldade, mas por puro instinto de sobrevivência. ​Meu Cemitério Particular! ​Se eu olhar para trás, meu jardim de memórias está mais para um cemitério lotado. Na verdade, já sepultei muito mais gente viva do que morta. É um condomínio silencioso de ex-amigos e ex-amores que decidiram que a minha paz era um item opcional. Eles estão lá, bem guardados, mas sem direito a visita. ​O Especialista em Falecer! ​Eu mesmo já morri tantas vezes que já poderia pedir música no Fantástico. Morri de vergonha, morri de cansaço e, principalmente, morri para certas opiniões. A vantagem de ser um cadáver experiente é que, depois da décima "morte", a gente aprende a ressuscitar apenas para o que realmente vale a pena. ​O Epitáfio do Dia! ​A vida é esse ciclo engraçado: a gente morre um pouco aqui para não ter que enterrar a nossa saúde mental ali. Sigo sendo um cadáver muito bem humorado, obrigado. Afinal, para quem já morreu tantas vezes, qualquer solzinho de fim de tarde já é uma ressurreição de luxo. Franco Kotryk

Franco Kotryk

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Pensador.com

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Outras frases de Franco Kotryk

A Simplicidade da Alma! Sempre busco o melhor, o mais fundo que eu puder; Não para que o mundo veja, não pra tentar impressionar.
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A Simplicidade da Alma! Sempre busco o melhor, o mais fundo que eu puder; Não para que o mundo veja, não pra tentar impressionar. É um pacto feito comigo, uma lei pra se viver, Um eterno aprendizado, até o menor detalhe me faz crescer. E nessa jornada simples, meu esforço é surpreendente. Quando estendo a minha mão e me disponho a ajudar, A razão não está no outro, está em mim, em meu lugar. Sei que não é no aplauso que reside o meu valor, Pois a gratidão não busco, não espero nenhum louvor. Conheço o jogo e a face, os disfarces que a vida tem; Um elogio não me ilude, sei de onde a verdade vem. Estrofe III O preço de ser autêntico, de ser fiel e real, Eu sei, é alto e justo, um caminho singular. Mas jamais abrirei mão de tudo o que eu conquistei, Não mudo a minha essência para caber onde não serei. Eu prefiro a simplicidade que é construída por mim, A pureza desta força, do começo até o fim. Refrão Não espero nada, absolutamente nada de ninguém, A não ser, talvez, a sombra de uma decepção que vem. Mas a luz não está lá fora, nem em coisas que eu puder ter, A minha felicidade mora em minha alma, para sempre me pertencer. É um tesouro conquistado, que em meu peito sabe amar. Franco Kotryk

O Caminho do Ser Meu esforço é constante, a busca é por melhorar, Não para o olhar de fora, mas para mim, meu próprio olhar.
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O Caminho do Ser Meu esforço é constante, a busca é por melhorar, Não para o olhar de fora, mas para mim, meu próprio olhar. Em cada passo pequeno, encontro um vasto aprender, E essa sede silenciosa, é o que me faz surpreender. A mão que estendo ao mundo não espera recompensa... Não anseio por "obrigados", não espero gratidão, Pois elogios não me iludem; conheço o coração. Sei que a lisonja é breve, e a verdade cobra um preço alto, Ser autêntico me custa, mas não dou um passo falso. Não mudo quem eu sou para o capricho de agradar, Prefiro a minha simplicidade e o que eu pude conquistar. Minha expectativa é clara, e dela eu não me afasto: De ninguém espero nada, a não ser o contraste. A decepção que chega já não me causa dor, Pois minha alegria não reside em um outro, Nem está nas coisas feitas que a mão pode tocar: Minha felicidade, está em minha alma, em meu lugar.

O Livro de Receitas do Desastre Nacional! Na terra onde o cinismo se fantasia de lei, E a política tem como característica maior a corrupção,
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O Livro de Receitas do Desastre Nacional! Na terra onde o cinismo se fantasia de lei, E a política tem como característica maior a corrupção, Ergue-se o templo de uma suprema corte, oh, rei! Com postos de ouro maciço, sem livre eleição. Que doce ironia, que farsante teatro nos seduz: Ministros de uma suprema corte jamais poderiam ser indicados por políticos." Mas a regra da nação, essa que a alma seduz,T ransforma o óbvio em mito, em refrões proféticos. Pois "Isso é a receita para um desastre!", brada a voz sensata, Enquanto o cozinheiro- mor sorri com o livro na mão, Cozinhando a ética em fogo brando, numa panela ingrata,Onde a verdade é tempero dispensável à nação. "Como pode?", pergunta a plebe, em coro desafinado, Que um corrupto condenado - figura vil e nefanda "e completamente ignorante e sem o mínimo de caráter" ungido, Tenha a chave do cofre, a prerrogativa que o desmanda! De "indicar comparsas para ocupar cargo de ministros da justiça. "Um circo de compadres, uma corte de escudeiros,Onde a toga, outrora símbolo, se curva à astúcia, E a lei se faz flexível aos caprichos dos celeiros. Ah, "Usar o nome justiça para o poder judiciário é um erro." Uma "eresia" na certa, um pecado de vocabulário, Pois "a 'Justiça' não faz justiça em nosso país", eu o venero, Neste palco de sombras, neste vasto e caro santuário. Ministros da justiça são funcionários públicos, eu decreto, E deveriam ser, que ultraje!, "concursandos", plebe rude e leal, Sem o beijo do poder, sem o pacto secreto, Apenas mérito frio e um currículo legal. Mas o jogo é jogado onde a luz é pouca e a névoa densa, "Em um país onde a grande maioria do povo não tem educação," E carece de faróis, de um senso, de uma recompensa, "muito menos discernimento de assuntos importantes, "E nessa lacuna da mente, nesse vazio profundo e lento, O poder se instala, a máscara cai e a farsa se desfaz, E "a ditadura domina", silenciosa em seu intento. Nas páginas dobradas que o povo, cego, jamais traz. Ahhh...Sussurras com a calma da mentira bem contada, "Aqui nunca vai ser uma ditadura!" - Que graça! Que ironia! Não... Meu caro,levante os olhos, a fogueira está acesa e guardada. "Você já está vivendo nela só ainda não sabe." É a eterna melodia. "Não se deu conta!" Que a corrente é invisível, de veludo, e o nó é sutil. E quando o sono acabar, o pesadelo se faz realidade, "E quando você abrir os olhos já é tarde." O fim é fútil. "Talvez um dia você entenda, más é improvável!" - Assino com a posteridade...