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Frase de Rita Coruripe

SE EU MORRESSE HOJE... Por Rita Coruripe Se eu morresse hoje, confesso que iria por falta de opção, e não antes de ter argumentado muito com a morte. Gosto da vida, apesar das incertezas que desanimam, das reviravoltas e das reticencias. As ausências então, doem muito, mas ainda assim, eu amo viver. Seu eu pudesse escolher? Não morreria nunca Não deixaria para trás, tudo que tanto me faz feliz. Mas como não tenho escolha, quando chegar a minha hora de partir, irei com a certeza de que minha vida não passou em branco, e que vivi extremamente, cada momento, cada situação, tenha sido ela boa ou ruim. Irei agradecida pelos bens que aqui recebi: Por ter tido um Pai que me amou incondicionalmente, e que junto com minha avó e com minha mãe me fizeram a pessoa que sou (ou fui), pelos filhos que gerei em meu ventre e pelo neto que gerei em meu coração, pelos amigos que tão calorosamente, me acompanharam na difícil arte de viver. Grata pelos amores vividos até a última gota de paixão Pelas conquistas, pelos "nãos" que me obrigaram, tantas vezes, a dar passos para trás antes de continuar a caminhada. Pelos meus irmãos, que compartilharam comigo uma infância PERFEITA, pelas experiencias e principalmente, por ser proprietária de um coração que jamais conseguiu guardar mágoas, ou desejar o mal de alguém, ainda que tenha sido tantas vezes ferido e tripudiado. Levarei comigo a única coisa que a morte não me tomará: As lembranças deliciosas de tudo que vivi neste plano, e que mesmo sendo tragada pelo mortífero sono, não se apagarão, pois em algum lugar do meu espírito elas docemente adormecerão, mas nunca deixarão de existir.

Rita Coruripe

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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MORDIDA Mordeu o lábio inferior bem no cantinho direito da boca
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MORDIDA Mordeu o lábio inferior bem no cantinho direito da boca fez que ia abraçar-me e cravou os dentes Foi embora nem olhou para trás E eu fiquei ali a sentir a dor e o gostinho de quero mais

A SERTANEJA A mulher sentada no chão de terra batida, tem em seus braços magros uma pequena criança inerte. Ao seu lado, apertando um dos seios murchos e ressecados de sua mãe, um menino espera por um leite que não virá.
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A SERTANEJA A mulher sentada no chão de terra batida, tem em seus braços magros uma pequena criança inerte. Ao seu lado, apertando um dos seios murchos e ressecados de sua mãe, um menino espera por um leite que não virá. O sol escaldante turva a visão e confunde o raciocínio. A sertaneja observa o horizonte desolada, não sabe o que fazer, e ainda que soubesse, não teria forças para executar. As moscas rondam insistentes, e na porta da casa de taipa, urubus espreitam um possível jantar. A morte ronda silenciosa. O olhar da mãe volta-se para o pequeno ser em seus braços. ESTÁ MORTO! Não suportou a dureza da seca, mais um que a fome levou.

COISAS DA VIDA Uma velha escada de ferro. Prédios caindo aos pedaços, abrigam pessoas abandonadas ao próprio destino.
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COISAS DA VIDA Uma velha escada de ferro. Prédios caindo aos pedaços, abrigam pessoas abandonadas ao próprio destino. Em meio a este caos urbano, com seu azul imponente, o mar, ao longe, testemunha a desordem e as contradições daquele lugar. O ar fresco e agradável de uma tarde no fim do outono, a paz e a discrição tão cúmplice de quem busca a solidão, torna o ambiente propício para momentos de confissões sofridas, entregas inesperadas e lágrimas que aliviam a alma. Duas pessoas praticamente desconhecidas, compartilham uma cumplicidade, vinda não se sabe de onde. Há um entendimento entre as retinas que dispensa explicações. Os olhos buscam-se a todo instante, ao mesmo tempo que repelem-se, tentando não sucumbir ao desejo de um contato físico acolhedor. A relação entre eles, é de quem busca um refúgio emocional, um lugar para se esconder da rotina diária que consome tempo e saúde. Buscam entre sí um pouso, querem descansar a cabeça da ciranda da vida, que por vezes tira todas coisas do eixo, com o único objetivo de colocar tudo no seu devido lugar.

CICLOS Não é nada fácil, todos os meses, sangrar por dias seguidos, sentido as dores de um parto e não parir ninguém. Porque em um trabalho de parto, a recompensa da dor é um filho em nossos braços, o que faz tudo valer a pena.
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CICLOS Não é nada fácil, todos os meses, sangrar por dias seguidos, sentido as dores de um parto e não parir ninguém. Porque em um trabalho de parto, a recompensa da dor é um filho em nossos braços, o que faz tudo valer a pena. Não é nada fácil, acordar com vontade de chorar sem saber porque, ler uma mensagem besta no watts e ficar o dia inteiro grilada, achando que era um "recado" quando na verdade era somente uma brincadeira, que aliás foi você quem começou. Não é nada fácil se olhar no espelho e se deparar com uma retenção de líquidos que te faz sentir a mulher mais pesada do mundo, mais feia e mais chata, e ter de fato uma razão que justifique tanto choro. Não é nada fácil não poder dormir de bruços porque os seios doem tanto que parece que foram arrancados no cru. Não é nada fácil ouvir alguns nos chamarem de "fresca", ouvir que TPM É "PANTINHO" e que ninguém tem obrigação de aguentar. Não é nada fácil.... Começar um texto e não saber terminar, porque a vontade que estou é de chorar!!!!