Pular para o conteúdo

Frase de Rita Coruripe

CICLOS Não é nada fácil, todos os meses, sangrar por dias seguidos, sentido as dores de um parto e não parir ninguém. Porque em um trabalho de parto, a recompensa da dor é um filho em nossos braços, o que faz tudo valer a pena. Não é nada fácil, acordar com vontade de chorar sem saber porque, ler uma mensagem besta no watts e ficar o dia inteiro grilada, achando que era um "recado" quando na verdade era somente uma brincadeira, que aliás foi você quem começou. Não é nada fácil se olhar no espelho e se deparar com uma retenção de líquidos que te faz sentir a mulher mais pesada do mundo, mais feia e mais chata, e ter de fato uma razão que justifique tanto choro. Não é nada fácil não poder dormir de bruços porque os seios doem tanto que parece que foram arrancados no cru. Não é nada fácil ouvir alguns nos chamarem de "fresca", ouvir que TPM É "PANTINHO" e que ninguém tem obrigação de aguentar. Não é nada fácil.... Começar um texto e não saber terminar, porque a vontade que estou é de chorar!!!!

Rita Coruripe

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Rita Coruripe

MORDIDA Mordeu o lábio inferior bem no cantinho direito da boca
Continuar lendo

MORDIDA Mordeu o lábio inferior bem no cantinho direito da boca fez que ia abraçar-me e cravou os dentes Foi embora nem olhou para trás E eu fiquei ali a sentir a dor e o gostinho de quero mais

A SERTANEJA A mulher sentada no chão de terra batida, tem em seus braços magros uma pequena criança inerte. Ao seu lado, apertando um dos seios murchos e ressecados de sua mãe, um menino espera por um leite que não virá.
Continuar lendo

A SERTANEJA A mulher sentada no chão de terra batida, tem em seus braços magros uma pequena criança inerte. Ao seu lado, apertando um dos seios murchos e ressecados de sua mãe, um menino espera por um leite que não virá. O sol escaldante turva a visão e confunde o raciocínio. A sertaneja observa o horizonte desolada, não sabe o que fazer, e ainda que soubesse, não teria forças para executar. As moscas rondam insistentes, e na porta da casa de taipa, urubus espreitam um possível jantar. A morte ronda silenciosa. O olhar da mãe volta-se para o pequeno ser em seus braços. ESTÁ MORTO! Não suportou a dureza da seca, mais um que a fome levou.

COISAS DA VIDA Uma velha escada de ferro. Prédios caindo aos pedaços, abrigam pessoas abandonadas ao próprio destino.
Continuar lendo

COISAS DA VIDA Uma velha escada de ferro. Prédios caindo aos pedaços, abrigam pessoas abandonadas ao próprio destino. Em meio a este caos urbano, com seu azul imponente, o mar, ao longe, testemunha a desordem e as contradições daquele lugar. O ar fresco e agradável de uma tarde no fim do outono, a paz e a discrição tão cúmplice de quem busca a solidão, torna o ambiente propício para momentos de confissões sofridas, entregas inesperadas e lágrimas que aliviam a alma. Duas pessoas praticamente desconhecidas, compartilham uma cumplicidade, vinda não se sabe de onde. Há um entendimento entre as retinas que dispensa explicações. Os olhos buscam-se a todo instante, ao mesmo tempo que repelem-se, tentando não sucumbir ao desejo de um contato físico acolhedor. A relação entre eles, é de quem busca um refúgio emocional, um lugar para se esconder da rotina diária que consome tempo e saúde. Buscam entre sí um pouso, querem descansar a cabeça da ciranda da vida, que por vezes tira todas coisas do eixo, com o único objetivo de colocar tudo no seu devido lugar.

INVERNO Por Rita Coruripe É inverno!
Continuar lendo

INVERNO Por Rita Coruripe É inverno! A estação fria, cinzenta, carregada de nuvens pesadas e ocasionais tempestades. A estação climática que chega todos os anos e fica por alguns meses, mudando a nossa rotina e as vezes tirando coisas do lugar. Com tudo isso, nós nos acostumamos a ela, e adaptamos as nossas necessidades ao clima, pois sabemos que serão somente alguns meses, e logo, o verão virá com seus dias quentes e iluminados, e pensando nesta perspectiva atravessamos os dias frios do inverno. Mas e quando o"inverno" é dentro de nós? Como proceder quando os nossos dias passam a ser causadores de caos, tumultos íntimos e pertubadores que nos transforma em alguém que não mais, sabe apreciar a vida pelo lado otimista e cheio de esperança, que não devemos jamais, deixar morrer em nós? Quando intimamente perdemos o brilho, a cor, e permitimos que a desordem se Instale em nossa alma? Diferente das estações do ano, nossos problemas não tem data marcada nem prazo para terminar, sabemos somente, que durante a vida, teremos que ser fortes para enfrentar as adversidades que surgirão quando não esperamos. Diferente do clima, que nós não podemos mudar ou interferir, durante uma crise pessoal, em desvio de rota dos nossos planos, nós temos sim, a capacidade de buscar alternativas que nos ajude a contornar a situação que nos aflige ,mas é essencial, que estejamos dispostos a lutar por isso. Reclamar, se maldizer da sorte, se auto intitular vítima impiedosa do destino traiçoeiro,em nada mudará o que tira o nosso sono, temos que desejar que as mudanças ocorram e batalhar para torna-las reais. Quando o inverno se instala dentro de nós, muitas vezes acabamos desprezando pessoas que se apresentam na tentativa de nos auxiliar, nos tornamos "tempestade" para aqueles que só tentam ser "primavera" em nossa vida. Não sei se por revolta, impaciência, ou mesmo incapacidade de sair de uma zona de conforto, onde é muito mais cômodo pousar de coitado do que dar a cara a bater para alcançar o que se espera, passamos a ser frios, arrogantes, irônicos e mal educados, com quem está apenas, tentando nos ajudar a carregar um fardo que é só nosso. E assim, sem nem perceber, a gente afasta aqueles que nos querem bem. Mas chega um dia em que o inverno da alma passa, sim, na vida, TUDO passa, nada dura para sempre, nem mesmo as nossas desditas, tão pouco o nosso caos. Sem o peso das nuvens escuras e tenebrosas, voltamos a enxergar com clareza, e é neste momento, que sentimos falta daqueles que sempre se propuseram a ser o "sol" que iluminava nossos dias mais nublados. Não importa se esses raios de luz vinham em forma de um preguiçoso "bom dia" as seis da manhã, ou de um "to morrendo de saudades" na hora do almoço. O que importa, é que somente agora, a gente percebe o quanto eles fazem falta. A gente procura,mas não encontra ninguém. Os raios estão apagados, tal qual as árvores ficam no outono, em nossa volta há agora, uma nudez fria e distante. A sensação de vazio é de partir o coração, o inverno pode até ter passado, mas não trouxera de imediato, as cores que nos abririam o coração. Neste instante percebemos a importância de ter por perto aqueles que, independente da "estação" que estamos vivendo, fazem o que é possível para não nos deixar sozinhos. Só então percebemos, que primaveras, verões,outonos e invernos sempre estarão presentes, sempre nos acometerão, nos trazendo e tomando, um turbilhão de sensações que nos proporcionará as mais diversas experiencias, uma enxurrada de sentimentos QUE NÃO PERMANCERÃO, o que permanecerá, independente da estação da nossa alma, são aqueles que verdadeiramente nos consideram, aqueles que, mesmo não estando presentes, escolheram não ficar ausentes, que não pretendem nos deixar sós Portanto, é essencial praticarmos a reflexão, observar quem está ao nosso lado de fato, dinheiro, títulos, exposição fictícia de uma felicidade montada para dar satisfação a sociedade nos faz morrer um pouco a cada dia, e a vida é muito curta para que a gente permita que as expectativas dos outros, nos roube a alegria de viver. Não seja o inverno da vida ninguém, não se acostume com o que te faz sofrer,as fases climáticas de nossa alma mudam, quando a gente decide se entregar, mergulhar na busca da nossa paz, porque nem sempre estar vivo, respirando e com saúde, é viver. .