Frase de Graziele Freire de Oliveira
A ansiedade não anuncia perigo. Ela antecipa. É o corpo em estado de alarme sem ameaça visível, o coração correndo sem saber de quê. O pensamento não descansa. Ele vigia. Projeta cenários, prevê quedas, ensaia perdas que talvez nunca aconteçam. A ansiedade mora no depois. No “e se”, no quase, no que ainda não é mas já pesa. Há uma pressa constante, mesmo quando nada acontece. Um cansaço que não vem do esforço, mas da espera tensa. Respirar vira tarefa consciente. Relaxar parece descuido. A mente confunde controle com sobrevivência. Por fora, tudo segue normal. Por dentro, há um excesso de futuro ocupando o presente. A ansiedade não quer machucar. Ela quer proteger só não sabe quando parar. E assim permanece: alerta demais para descansar, sensível demais para ignorar, tentando manter tudo sob controle num mundo que nunca prometeu estabilidade.
No pensador.ai desde