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Frase de Bernardo Almeida

A chuva e o absurdo E eu que sou tão pobre, fraco e envergonhado Sou aquele que tem medo do espelho Mas nunca admite E eu que sou tão baixo e retrógrado Tão louco, difuso e passional Se fosses minha, saberia... Eu sou o absurdo mais inconcebível da humanidade Sou cinzas e tristezas Sou frustrações e decepções Sou noites em claro Sou a ferida que não cura Sou aquele que ama calado Sou a décima xícara de café E eu que sou tão parvo Que choro escondido e peço segredo Que sofro as decepções da humanidade Ainda que tente firme esquivar-me E eu que sou tão medonho Em meio a este sonho insólito e enfadonho Que durmo de luzes acesas Não quero ser a sombra de ninguém Mas como viverei daqui adiante? A sobrevivência guarda para mim o fracasso? Não quero saber o que me reservam os dias Por meio tempo sou a vida que nunca quis Sou o ano mais longo A aventura menos fantástica O livro mais chato A solidão e o infortúnio de um canto de parede Sujo e mal iluminado E eu que me encontro neste dia de chuva Cubro meu corpo nu Enquanto escuto calmo a chuva cair Bernardo Almeida

Bernardo Almeida

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Bernardo Almeida

Amor perdido O amor não fez sentido Nesse mundo mesquinho e sem graça
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Amor perdido O amor não fez sentido Nesse mundo mesquinho e sem graça Talvez porque seja ele a presa e não o predador Não vale um latão O amor está fora de moda Quase ninguém o veste mais O amor não é incentivado E quem ama vive a ser crucificado Quem ama é taxado de besta, otário Sofredor, masoquista, palhaço Muito mais fácil é não envolver-se Usar maquiagens para disfarçar-se O amor que falta no mundo Sobra em mim, sobrecarga Mas o que isso importa Se não encontro outros corações para reparti-lo? O amor está velho, impotente Está cansado e carente O amor sente falta dos encontros Do descompromisso nunca omisso e dos sonhos a dois O amor sente falta do romantismo O amor sente falta da paixão O amor sente falta da saudade O amor sente falta da falta que ele faz O amor anda sozinho e chuta latas Frequenta diariamente os becos escuros e as ruas sem saída Esconde a sua esperança no bolso E transita sem chamar atenção O amor embriaga-se para esquecer a rejeição O amor não chora para mostrar que ainda é forte O amor está rouco e evita expressar-se O amor está louco, a ponto de suicidar-se Bernardo Almeida

É Vontade é não morrer Desejo é amar
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É Vontade é não morrer Desejo é amar Pressa é não chegar Preguiça é trabalhar Tempo é inovar Trilha é desviar Velho é reciclar Vento é navegar Conhecer é renascer Partilhar é cooperar Amizade é confiar Surpresa é desafiar Sono é sonhar Acordar é realizar Tentar é persistir Conseguir é acreditar Bernardo Almeida

Devassa Devassa e carinhosa Será esse o motivo pelo qual amo-te tanto?
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Devassa Devassa e carinhosa Será esse o motivo pelo qual amo-te tanto? Se para uns causas espanto, para mim, este é o seu encanto Meus valores definharam Mas em que eram baseados? Para te ter, esqueço o que é certo e faço tudo errado Sua boca sabe por onde descer Sua língua bem sabe o que fazer Corpo em chamas, tem doutorado em prazer Seu ser exala a paixão pelo que é E, sendo, mantém a fórmula em segredo Para não vulgarizar-se A luz que sai de ti É sábia e profana, rica e artística Preenche o meu vazio Do amor és o verdadeiro caminho E quem carrega coragem para trilhá-lo Mesmo sob olhares de reprovação Não se arrepende, nem conhece tristezas

Perdedor Eu perdi E perco quase sempre
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Perdedor Eu perdi E perco quase sempre Por opção Mas o fracasso traz um gosto Ao qual me familiarizo facilmente A perda é ridícula perto da lição Do erro faço novas escolhas E das escolhas, encontro novas opções Toda correção exige tempo Não tenho pressa A persistência é o aprendizado O aperfeiçoamento é constante Sem desanimar Vejo o quanto tudo é fútil Sutilmente apressado e finito, solitário Bernardo Almeida