Frase de Naeno Rocha
O sangue e alguns retalhos de panos sem peso, Amanheceram depois da litania dos arrependidos, Ou oportunistas, que depois de tanto saberem Fizeram ainda o holocausto, em nome deles. Ninguém pedira, a não ser suas bocas para dentro, Nenhum queria retirar-se da última esperança, E só algumas gotas de sangue, não mais vermelho, Quase cor de areia, infiltra-se no lugar. Em meio aos gravetos apagados, pela tempestade, Ainda em riste erguia o único tronco, Aonde o esticaram, quebraram suas veias, Canais que antes tanta bondade escoara. Julgaram tê-lo tirado de dentro do mundo oco, Agora muito mais deserto, e ninguém pra se escutar, Pois que ao justo, exatamente o incólume de qualquer culpa, Deles se agradaram como ovelha para o abate. Dos pedaços de pano, que quase não se via, Dava pra sentir um cheiro brando de cravo se abrindo, E ele fora pisado, por pés desnecessários, sem valia, E mesmo assim ardia, em pleno ermo, uma presença santa. O madeiro, mais afortunado fora lavado, Com o mais puro líquido. Uma nuvem vermelha, A deslizar seu lastro, até tocar o ponto onde Ele punha os pés. E quem dentre tantos maus abortos, poderia sequer querer, Ter como Aquele justo, a mesma justiça, ser o mesmo Ser. Um entre todos, o único entre todos, o que nunca igualou-se A ninguém, nem com o acréscimo desses dois mil anos. Mas quem julga tê-lo morto, esse realmente morreu, Quem considera tê-lo tirado, esse sem dúvidas apodreceu.
No pensador.ai desde