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Frase de Júlia Figueiredo

⁠Respir arrrr. E preso, com os pulmões inflados, estou a 1 segundo de satisfazer-me Não tenho pulmões exigentes Importa-me que esteja presente, na devida proporção, o ar que me cerca Importa-me que oxigene as células O fôlego percorre seu caminho, encontra a existência, mata um pouco porque é o mecanismo da vida, um pouco de morte em si Se eu tivesse pulmões exigentes, não haveria espaço para a vida Eu morreria da eterna utopia de que ar melhor é o ar puro Morreria na ideia, e não viveria a tempo de contar-lhe que ar puro mata Mata porque não se disponibiliza A exigência mata Cuidado! E mata não só de raiva os pulmões Mata quando exigimos o melhor do ar, da vida, das relações, dos serviços, do tempo, de tudo, de todos, da evolução, dos cenários… Melhor é viver com o simples que se tem a morrer periódicos sufocos aguardando o refrigério que merecemos Por óbvio, merecemos o puro, o sacro. Mas de que serve o sagrado inalcançável? Ninguém se hiberna A vida é urgente! Não existe isso Não existe esperar o melhor para degustar a vida O melhor é agora, nos retalhos de colchas da existência quando, nos desafios, precisamos costurar logo para existir

Júlia Figueiredo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Júlia Figueiredo

Antes de qualquer coisa, devemos criar espaço para nossa espiritualidade e só a partir daí nos abrirmos às demais criaturas. Saltar e a rede aparecer? Filosoficamente catastrófico, mas (realmente) é o passo da morte que traz renascimento.
Assentada sobre a rocha alta e aquecida, aguardando mais um pássaro pintar essa tela. Ouvimos a corredeira, tocamos a água do leito. Sentimos o calor na pele. Queremos voar para refrescar a alma. Queremos a liberdade de ascender. O vento parece forte, mas não suporta nossa bagage…
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Assentada sobre a rocha alta e aquecida, aguardando mais um pássaro pintar essa tela. Ouvimos a corredeira, tocamos a água do leito. Sentimos o calor na pele. Queremos voar para refrescar a alma. Queremos a liberdade de ascender. O vento parece forte, mas não suporta nossa bagagem pesada. Aqui de cima pensamos como deveria ser, como deveríamos ser. E concluímos estar fora de alcance. A corredeira balança os galhos, contorna a rocha, nutre o limo, compõe a tela. Mas ainda esperamos o pássaro pintá-la. Está mais calor que antes. O Sol queima a pele. Os olhos recolhem-se ainda mais. A tela está menor. Mas com dificuldade, ainda aguardamos o pássaro passar, ditando como deveríamos ser. Está queimando, está ardendo, e com os olhos fechados, sentindo o vento bater sem refrescar a pele, me pergunto como seria se soubéssemos que desmoronaríamos. Lancei-me. “Como pensávamos que poderíamos voar, agora mergulhamos”. E o fazemos com tudo que somos. A coragem de ser livre.