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Frase de Eylan Manoel da Silva Lins

PRIMAZIA DA ESPERANÇA ⁠Para Tenório Telles ... Neste mundo louco onde o caos prospera, e nada mais faz sentido no coração mesquinho da rude pedra de carne, o que fazer, senão oferecer das estações, a primavera! Neste mundo acinzentado onde flores são pisadas por mentes empobrecidas e vidas são destroçadas por medos e emboscadas, o que fazer, senão oferecer luzes de estrelas e sonhos! Neste mundo desatinado onde o belo é esfacelado, valores são desconstruídos e pesadelos são cultivados em cinzas desilusões, o que fazer? Senão oferecer balsamos de esperanças! Neste mundo insano - de girassóis desfolhados - em que se desdenham da flor e exaltam a medíocre dor da ignorância e miséria, o que fazer? Senão oferecer ao mundo, a canção dos poetas! Eylan Lins In: Autobiografia: Antologia Poética do Clube Literário do Amazonas - CLAM. Rio de Janeiro: Autografia, 2021.

Eylan Manoel da Silva Lins

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Pensador.com

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FOLHAS DE OUTONO Folhas fúnebres de outono Despidas de sonhos tombados Secas, frágeis, e amareladas Que outrora viçosas verdejavam Nos ramos das flores imaculadas Caem feito gotas de orvalho Sob o chão da vida amarga Fertilizando a esperança perdida...

DESABAFO DE UM PASSARINHO Oh, inculta Coruja, ave de rapina, Nascida em luto - parto doloroso -
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DESABAFO DE UM PASSARINHO Oh, inculta Coruja, ave de rapina, Nascida em luto - parto doloroso - Para saudar-te ave da escuridão Esgalhou-se o canto tenebroso Dos vitrais estilhaçados ao chão. Oh, triste sina tua vir ao mundo Com alma cinza, sem esperança... Teu trilar em noites sem estrelas São apenas blasfêmias, murmúrios Chorados pelo nascer da aurora. Saibas a cegueira que te ofusca Das luzes, risos e primaveras, É a mesma que sorve da lama O horror de tuas dores severas: Espinhos mortos em chama! No cárcere das plumas imundas Da fina neblina que te vestes Cobres em vão, farsas bramidas: Mágoas e desilusões reprimidas No deserto de teus fracassos! Por que, oh triste rasga mortalha, Teimas cuspir tua cicuta amarga Nas águas dos rios que tu bebes? Por que aprisionas na clausura fria Turíbulos de flores, germes alegrias? Abre-te ao mundo feito girassóis Lanças-te aos crisântemos da vida Deixa-te entrar a luz, florescer paz! Pintas em arco-íris os lírios de risos No mosaico dourado que te cerca! Afasta-te do vil e ridente anjo caído, Da podridão mentirosa e desmedida Da ignorância traidora que te vela! Deixa-te chover flores de estrelas, E, ao partires, a saudade te saudará... ... in, Girassóis (di)versos, e outras flores - 2016

LEMBRANÇAS LEMBRANÇAS Quero de volta minhas lembranças!
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LEMBRANÇAS LEMBRANÇAS Quero de volta minhas lembranças! Lembranças roubadas que o tempo levou Lembranças dos idos de menino Que a fogueira da saudade dadivou. Quero de volta minhas lembranças! Lembranças roubadas da primavera vivida Lembranças da ingênua ternura perdida Que a frigidez do momento esfriou. Quero de volta minhas lembranças! Lembranças roubadas do primeiro beijo Lembranças febris do desejo Que o gosto amargo da vida furtou. Quero de volta minhas lembranças! Quero de volta minhas lembranças...