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Frase de Simony Thomazini

Fico procurando entender o que ele causa em mim. As vezes minhas memórias me traem. Fico recordando da sua pele ao encontro da minha e a vida se refazendo diante de mim, tão linda, tão colorida. Percebo que estou entregue em suas mãos da forma como nunca estive. Percebo que além do sentir do corpo minha alma está ali, também se expondo timidamente. Um sorriso contido e libertador aparece enquanto estou de olhos fechados me deliciando em lembranças.Ele tem um certo poder sobre mim e isso me deixa tonta. Isso me confunde. Não consigo controlar. Não há como deter. “Não”! Grita meu lado B. Não posso. Ele vai me machucar. E todas as defesas típicas surgem assombrando e distorcendo minha realidade doce. Porque eu simplesmente não me entrego aos deleites do amor? O que fizeram comigo que não me permito? Nesse momento sinto uma raiva imensurável de todo o meu passado. Isso dura o suficiente pra eu me irritar comigo mesma e me deixar ainda mais confusa.. “Pare!” Diz meu lado A. E então vagarosamente refaço o caminho, e estou nos braços dele de novo. Não me pertenço mais, e essa sensação é tão boa. Ah, por favor, me deixe aqui. E isso soa como um apelo.Me deixe sentir isso por mas tempo. Cale meu lado B.Cale meu lado controlador. Cale meu lado “politicamente correto”. E o tempo inexiste. Sou dele e ele é meu pelo tempo que não se sabe, mas pelo tempo suficiente de me fazer feliz.

Simony Thomazini

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde fa…
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Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde falar não basta, mostrar-se não convence. Ficar só e fazer disso força. Fazer do silêncio poesia. Preciso me ausentar do mundo quase que como forma de sobrevivência. Colocar-me numa redoma e me contemplar. O mundo distorce o meu olhar sobre mim mesma. Preciso estar só pra poder me enxergar. Enxergar, mais do que ver aquilo que me falta. E saber reconhecer que aquilo que me falta é justamente aquilo que eu desejo pra mim. Fazer da falta não um vazio existencial, mas fonte de querer algo a mais da vida. O desejo me impulsiona pra vida, assim como a falta me leva aos fracassos mundanos e existenciais. Preciso fazer do meu silêncio o meu porto-seguro e o caminho indispensável que me levará de volta pra casa toda vez em que julgar que é preciso.