Frase de jeronimocesarina
CICLO Sou a engrenagem que gira, sem rumo, O passo que ecoa no chão sem memória. Faço o que devo, e o que devo é tudo, Mas tudo é nada na boca da história. Sou útil até que me tornem obsoleto, Sou bom até que chegue alguém melhor. Sou peça num jogo que nunca é completo, E sigo, quebrado, sem grito, sem cor. Não há glória no suor que escorre, Nem medalha no tempo que se vai. Só há o dever que nunca morre, E a rotina que nunca me trai. Trabalho, porque o mundo exige. Respiro, porque ainda não caí. Mas sei que o fim não tem vestígio, E que tudo, no fim, se desfaz em si. Jerónimo Cesarina
No pensador.ai desde