Frase de jeronimocesarina
ÚLTIMO TURNO. 2 Cheguei cedo, saí tarde. Fui sombra no chão da fábrica. Fui número, fui carga, fui alarde De um sistema que nunca abriga. O último turno não tem luz, Só o som da máquina que não dorme. O suor que escorre e me conduz A um fim que nunca se conforma. Não há aplauso no meu adeus, Nem lembrança no meu lugar. Só o vazio que me fez E outro corpo pra ocupar. Mas sigo, porque parar é cair. E cair é deixar de existir. Jerónimo Cesarina
No pensador.ai desde