Frase de Pedro Rodrigues de Menezes
não enterrarei as minhas mãos não enterrarei as minhas mãos por não caberem na terra dos outros. (Pedro Rodrigues de Menezes, "não enterrarei as minhas mãos")
No pensador.ai desde
não enterrarei as minhas mãos não enterrarei as minhas mãos por não caberem na terra dos outros. (Pedro Rodrigues de Menezes, "não enterrarei as minhas mãos")
No pensador.ai desde
pouso a mão exausta na circunscrição do objecto demorado no meu tempo
pouso a mão exausta na circunscrição do objecto demorado no meu tempo chamo-lhe qualquer coisa circunciso-lhe a consistência porque não há segredos no universo exacto a memória não é exacta os pés da terra são terríveis hastes moles árvore que se dança é tudo quanto basta. (Pedro Rodrigues de Menezes, "a mão exacta")
se eu fechar os olhos pelo instante breve talvez o instante perdure
se eu fechar os olhos pelo instante breve talvez o instante perdure porque a escuridão é uma luz por instruir. (Pedro Rodrigues de Menezes, "a instrução da luz")
nunca o meu corpo abstracto na sua infinita aritmética encontrou a geometria da mão
nunca o meu corpo abstracto na sua infinita aritmética encontrou a geometria da mão que o elevasse ao quadrado multiplicador da sua raiz. (Pedro Rodrigues de Menezes, "obtusidade no corpo")
uma crisálida indecifrável que respirasse na perpendicularidade
uma crisálida indecifrável que respirasse na perpendicularidade das minhas pálpebras como uma força vibrante e extraordinária a desenhar as novas veias fartas e cálidas do dogma filosofia ou religião paradoxais um paradoxo forte imbatível e irrefutável que fizesse esvoaçar a inércia do verão que é na memória póstuma dos outros o solstício permanentemente sombrio uma silhueta contendo os risos verdes lá atrás onde os braços descansam nus no imponente esquecimento do mundo. (Pedro Rodrigues de Menezes, "crisálida indecifrável")