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Frase de Johnny Kwergiu

O Silêncio da Cidade Quando essa chuva parar... vou aí te visitar vou aí dizer que te amo com a barra da calça molhada vou aí te avisar que esperei deitado o tempo acalmar, que não estive em outras residências vou aí te servir de cobertor contra o frio vou aí levar seus doces prediletos vou aí conversar sobre o clima vou aí te fazer dançar vou aí ouvir tuas lágrimas vou aí planejar o amanhã (porque agora acredito no futuro) vou aí saber como ficou tua solidão sem mim vou aí para provar que a minha solidão não ficou bem sem ti vou aí para esperar a próxima chuva vou aí por gostar de estar aí vou aí brincar com teu olhar água de rio vou aí costurar algumas notícias em teu ouvido vou aí na terceira intenção do desejo vou aí porque me chama por aqui vou aí até matar tua sede vou aí até aliviar minha fome vou aí sabendo do perigo vou aí escrever mais uma carta em tua parede vou aí para crer na tua fé vou aí ouvir os sapos almejando mais chuva vou aí sentir o gelo da tua mão vou aí guardar o sol do teu abraço vou aí provar de novo um dos teus beijos vou aí pedindo tempestade quando essa chuva parar, vou aí te visitar como quem quer tudo do mundo! porque o silêncio da cidade após uma chuva é o que me faz querer te ter por perto.

Johnny Kwergiu

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Transitório Eu sou o problema o desastre natural
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Transitório Eu sou o problema o desastre natural que em breve cessará sem causar mais nenhum mal eu sou o problema religião desconhecida que te cega e faz fiel às dores implacáveis eu sou o problema doença sem cura câncer do teu mundo nostalgia insistente eu sou o problema motivação absoluta arranha-céu onírico pro teu doce suicídio vê se sonha vê se sonha mais uma vez com teu inimigo teu inimigo amado.

Sobre Sonhos Pessoa você, pessoa
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Sobre Sonhos Pessoa você, pessoa que guarda em silêncio mapeia por canções a falta que sentes a perda do tempo sei qual é teu vício teu novo encanto leio estes lábios quentes e macios esperando vir dizer: certo, venceste a cada momento somos não mais que dois em um novo Big Bang vontade calada, nervosa que ama recente figura fogo esplêndido na ausência afetiva sobra sonhos para o desperdício na saudade vista lá fora temos desencontro e por que não nos encontramos ainda por aí? nossas ruas não se conhecem? entre folhas e versos nos esperamos com mórbida incerteza se o oceano afundará ou não esta perspectiva esta surpresa que a mim invade são as obras o nosso feito são os degraus a nossa culpa são os desejos o nosso engano quando acordo, vejo-te sorrir pelas aberturas de tua franja negra e lisa sim, pessoa, você amanhece sobre o gramado úmido da noite ao meu lado, sem reparar e esconde em meio as roupas o perfume de minha voz guardo de ti a semana inteira para depois doar aos pobres pensamentos em um leito abrigado pelos vermes contagiantes da solidão.

E senti medo. Medo aterrorizante, macabro. Senti medo de morrer congelado por tudo que aconteceu. Não sou tão forte como pensam para tais acontecimentos. Senti medo, um medo de perseguição. Ando sendo rondado por olhos mansos mas vivos. E causa medo, muito medo. Senti medo, tam…
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E senti medo. Medo aterrorizante, macabro. Senti medo de morrer congelado por tudo que aconteceu. Não sou tão forte como pensam para tais acontecimentos. Senti medo, um medo de perseguição. Ando sendo rondado por olhos mansos mas vivos. E causa medo, muito medo. Senti medo, também, pelas falhas cometidas. Preferi guardar juramento em caso especial. Qualquer segredo pegaria fogo se desvendado. Bom não ter arriscado! Senti medo e sinto agora. Há um fantasma contornando os móveis e cada peça da casa. O silêncio ativa a memória, faz ganhar tamanho o pavor agonizante. Foi um dia assustador, de tempo assustador. Vi a chuva, vi o sol, vi o céu, vi as nuvens, vi e senti o cheiro podre da mentira. Confusão formada, medo formado. Sem resposta, sem sentido. Senti medo por viver. Por ter vivido um dia negro de tempo bipolar, preferi deitar mais cedo para amanhã lembrar pouco dessa nuvem negra e ácida que paira por aqui. Às vezes o medo sem espelho assusta.