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Frases de Johnny Kwergiu

124 frases

Transitório Eu sou o problema o desastre natural
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Transitório Eu sou o problema o desastre natural que em breve cessará sem causar mais nenhum mal eu sou o problema religião desconhecida que te cega e faz fiel às dores implacáveis eu sou o problema doença sem cura câncer do teu mundo nostalgia insistente eu sou o problema motivação absoluta arranha-céu onírico pro teu doce suicídio vê se sonha vê se sonha mais uma vez com teu inimigo teu inimigo amado.

Sobre Sonhos Pessoa você, pessoa
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Sobre Sonhos Pessoa você, pessoa que guarda em silêncio mapeia por canções a falta que sentes a perda do tempo sei qual é teu vício teu novo encanto leio estes lábios quentes e macios esperando vir dizer: certo, venceste a cada momento somos não mais que dois em um novo Big Bang vontade calada, nervosa que ama recente figura fogo esplêndido na ausência afetiva sobra sonhos para o desperdício na saudade vista lá fora temos desencontro e por que não nos encontramos ainda por aí? nossas ruas não se conhecem? entre folhas e versos nos esperamos com mórbida incerteza se o oceano afundará ou não esta perspectiva esta surpresa que a mim invade são as obras o nosso feito são os degraus a nossa culpa são os desejos o nosso engano quando acordo, vejo-te sorrir pelas aberturas de tua franja negra e lisa sim, pessoa, você amanhece sobre o gramado úmido da noite ao meu lado, sem reparar e esconde em meio as roupas o perfume de minha voz guardo de ti a semana inteira para depois doar aos pobres pensamentos em um leito abrigado pelos vermes contagiantes da solidão.

Do Amor Distante I Promessa feita o restante das horas
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Do Amor Distante I Promessa feita o restante das horas É um amor bem construído, sob medida... sala, quarto e cozinha esquina, bairro e cidade Velas prontas incendeiam a vida o alimento a saudade Essas cartas vêm e vão dão e tiram estrelas. O léxico comenta: eles estão felizes; mesmo perto com a distância. Talvez um dia deem risada de tudo, e encerrarão a noite dizendo: custou, mas conseguimos! E é o que cura e é o que sara e é o que acalma. Entretanto, de momento, é apenas a paciente espera do rascunho vivo.

Do Amor Distante II O vento corta a parede silencia as janelas
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Do Amor Distante II O vento corta a parede silencia as janelas abala o telhado derrete a vidraça Amor de Roma Roma de Amor no balaio alguns segredos em teu seio um abraço Mais que uma heresia ao tal absurdo amor declamador miserável de canções macias Os outros andam aí em tua pele em tua boca em teu suor E já em teu castelo um descabido pedido: repare a noite cheia! se preciso for... Característica profunda milha em terra, milha em mar só o sangue à vista repetindo a escravidão Mas não estamos tão sozinhos como Deus sem as estrelas prevenimos a desgraça com a sorte que houver.

Maré Bati em tua porta, desajeitado, como sempre.
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Maré Bati em tua porta, desajeitado, como sempre. Atende, atende! - pensei. Atendeu-me atenciosa. Vi a bruma em teu olhar criar ninho. Pedi licença e logo ouvi não. Os passos maneiraram a valsa. E me disse: tenho sol! Mas minha cidade, por quê? Por que justamente o sol? A tua lua de olhar espanca minha porta toda noite, todo dia, toda hora.

Curvas Amadureci ou deixei-me morrer sobre as coisas que acontecem ao tempo. É uma quase lágrima, franca e aceitável. Amadureci ou deixei-me à luz benéfica de um coração exemplar. Não toquei, não feri. Joguei para o ar a saudade e que o vento cuide do resto.
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Curvas Amadureci ou deixei-me morrer sobre as coisas que acontecem ao tempo. É uma quase lágrima, franca e aceitável. Amadureci ou deixei-me à luz benéfica de um coração exemplar. Não toquei, não feri. Joguei para o ar a saudade e que o vento cuide do resto. Porque tudo que acontece não cabe mais a mim saber ou jurar. Agora, feito sombra amaldiçoada, saio repetido e esperançoso. Amanhã parece que irá fazer sol, ou depois de amanhã, nunca sei ao certo!

Montes Claros Ela queria ir embora só para deixar uma carta. Escreveria em forma de poema, metrificada em cada lágrima despedida. Seus olhos escreveriam a saudade já posta nas árvores, verdes e com cheiro de canela. Ela, embora tenha ido e chegado, reflete dores carameladas de…
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Montes Claros Ela queria ir embora só para deixar uma carta. Escreveria em forma de poema, metrificada em cada lágrima despedida. Seus olhos escreveriam a saudade já posta nas árvores, verdes e com cheiro de canela. Ela, embora tenha ido e chegado, reflete dores carameladas de perseguições. Nenhum sonho fica fora durante as viagens internas. O mundo explodiu e ela dispara. Medos e assombros circulam espaço por espaço. Há dias em que viver é morrer perto da lareira. Ela queria ir embora mas o amor é forte, resistente e inquebrável. A carta até poderia dizer: vem comigo, também?

E senti medo. Medo aterrorizante, macabro. Senti medo de morrer congelado por tudo que aconteceu. Não sou tão forte como pensam para tais acontecimentos. Senti medo, um medo de perseguição. Ando sendo rondado por olhos mansos mas vivos. E causa medo, muito medo. Senti medo, tam…
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E senti medo. Medo aterrorizante, macabro. Senti medo de morrer congelado por tudo que aconteceu. Não sou tão forte como pensam para tais acontecimentos. Senti medo, um medo de perseguição. Ando sendo rondado por olhos mansos mas vivos. E causa medo, muito medo. Senti medo, também, pelas falhas cometidas. Preferi guardar juramento em caso especial. Qualquer segredo pegaria fogo se desvendado. Bom não ter arriscado! Senti medo e sinto agora. Há um fantasma contornando os móveis e cada peça da casa. O silêncio ativa a memória, faz ganhar tamanho o pavor agonizante. Foi um dia assustador, de tempo assustador. Vi a chuva, vi o sol, vi o céu, vi as nuvens, vi e senti o cheiro podre da mentira. Confusão formada, medo formado. Sem resposta, sem sentido. Senti medo por viver. Por ter vivido um dia negro de tempo bipolar, preferi deitar mais cedo para amanhã lembrar pouco dessa nuvem negra e ácida que paira por aqui. Às vezes o medo sem espelho assusta.

Parece que de perto tudo some. Pensamentos antecipados anulam o mal incentivador. Aquilo que eu achava ser, vira equívoco; naquilo que eu jurava ver, não há. É um idioma arrastado mostrando a verdade. Todo segredo um dia é descoberto. Revelo o meu: desejei e desejo como saudade…
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Parece que de perto tudo some. Pensamentos antecipados anulam o mal incentivador. Aquilo que eu achava ser, vira equívoco; naquilo que eu jurava ver, não há. É um idioma arrastado mostrando a verdade. Todo segredo um dia é descoberto. Revelo o meu: desejei e desejo como saudade reencarnada! Mas isso volta, mas isso passa. Com resistência a textura invisível do detalhe ganha cor. Bem, você é mais uma na memória de um qualquer. Lembro a loucura e o encanto.

Artifício Chega de dois! Nunca foi, sequer.
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Artifício Chega de dois! Nunca foi, sequer. Chega de nós! Mais um triste fim. Me nego querendo... Você sabe: Eu preciso ainda. Muito. Mas quem somos? Areia e mar Unidos por obrigação, Acredito. Mesmo te amando Chega de dois. Chega de mim, chega de nós. E eu consigo? Não. É magnético quando assim. Se me nego... Você vem. Me abraça e me esquece. Acha que sou o quê? Um rascunho adormecido? Se for assim: me apague, rasgue. Chega de você na lágrima e sonho. Chego em você no riso e verdade. Chego em você querendo mais, se puder: sempre.

E distante penso no abraço - o beijo da alma - que eu faria durar por um bom tempo com você. Me atormenta, me consola, me protege. Apenas um pouco de ti, dos teus olhos, do teu cheiro; adormecer juntos aonde quer que estivéssemos.
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E distante penso no abraço - o beijo da alma - que eu faria durar por um bom tempo com você. Me atormenta, me consola, me protege. Apenas um pouco de ti, dos teus olhos, do teu cheiro; adormecer juntos aonde quer que estivéssemos. Você surge sem aviso e castiga a memória. Não sei como tornar clara a ideia da certeza, mas como é bom ter em quem poder pensar. Diminui qualquer distância. Nossas imperfeições unidas fariam um par de olhos serenos, livre para alçar voos mais altos. E lá de cima seríamos pedaço de céu. Quero perguntar: quando iremos inventar um fim de semana só nosso? Espero que em breve.

Esquina Não existem manhãs frias, só céu entristecido.
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Esquina Não existem manhãs frias, só céu entristecido. Não há amor valente, só uma sorte inexplicável. É jogo apostando a vida. É fotografia da cicatriz. Não se pergunta como está, basta um vulto de anunciante. Não há forças segurando, mas um sonho como corda. É poesia antes de tudo. É o sol nascendo de novo. E sei que os passos irão resistir ao se depararem com o vento. Farão da correria um espanto desejado. Será um segredo de duas cidades: eu precisava que viesse em minha direção! Será um segredo de duas cidades.

Me tranco por dentro deixando tudo passar por mim. Dessa vez, errei feio ao evitar manobras cansativas. O que poderia surtir efeito na hora, ficou para mais tarde... ou para nunca. Como sempre. Risquei da lista razões de confiança plena. Nada restou, apenas quebrou no vento ao…
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Me tranco por dentro deixando tudo passar por mim. Dessa vez, errei feio ao evitar manobras cansativas. O que poderia surtir efeito na hora, ficou para mais tarde... ou para nunca. Como sempre. Risquei da lista razões de confiança plena. Nada restou, apenas quebrou no vento ao cruzar. Fé nenhuma sinto. O amanhã tanto faz se virá ou não. Só consigo pensar incessantemente no erro que não cometi. Deveria ter sim errado! Acabaria por cortar um nó ainda bem preso na minha garganta. Agora sinto meu nome sendo difamado pela consciência. Parece haver milhões de pessoas me olhando enquanto lamento a perda da oportunidade. Tão raro, e deixei como está. O encanto da hora tremeu minha estrutura fazendo querer agir. Mas não. Falhei. Poucas palavras. Em busca de um sentido. Evitando não machucar ninguém mais. Complicado ver a noite engolida pela neblina do inverno. Não em mim. Me deixo acreditar no sonho. Absorvo somente a teoria do assunto. O real silêncio ainda continua sobre inutilizado. Um pouco da sua sombra me faria bem. Um pouco da sua certeza me traria paz.

Se Não Fosse o Pai À noite era como se tudo fosse feito para acabar. Os sonhos, os cheiros, as vozes. Bem simples, cobrava eu o estado natural. Um negro vivo, alguns pontos luminosos e uma bola branca deixando a iluminação pública no chinelo.
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Se Não Fosse o Pai À noite era como se tudo fosse feito para acabar. Os sonhos, os cheiros, as vozes. Bem simples, cobrava eu o estado natural. Um negro vivo, alguns pontos luminosos e uma bola branca deixando a iluminação pública no chinelo. Sempre chamava Jugie para contemplar esse nada. Ela corroía comigo pedaços minúsculos de tempo. Um dia disse gostar de mim, o que foi bom, porque eu também gostava dela. Em umas dessas noites perdidas, resolvemos falar a verdade em forma de vergonha. Nosso silêncio contornava os risos indecisos. Quase saiu um beijo, se não tivesse saído um grito grave da casa dela. Uh! Ela tinha ar de moça velha. Digo, uma menina sabida das coisas. Criei asas ao vê-la voar contando como fora roubar os brincos da irmã. Eu gostava de uma criminosa. Meu Deus! E ela estava tão bela, os brincos da irmã a perfumaram. A noite nos cobria de vontade. Poderíamos matar, roubar, fazer horrores sem que ninguém percebesse. Havia um limite, claro. Mas minha vontade maior era a mesma dela. Eu já estava cansado de namorar aqueles lábios sem provar o gosto. E Jugie quase me comia vivo com seus verdes venenosos. O problema é que sempre fraquejávamos. Nenhum passo a mais. Algo tinha de ser feito. Pensei em ideias absurdas, o que me fez parar na hora. Deus castigaria só meu pensamento. Já ela, foi mais feroz. Até assustei. Pegou-me pelo braço e disse para correr até o galpão do vô Juca. Ficava nos fundos da casa dela. Chegando lá, esbaforido, descansei com o seu pedido. Seus olhos brilhavam e a maldade inflamável me excitava. Os passos de Jugie se aproximavam do meu espanto. Ela vestia um moletom preto com alguns dizeres em inglês... Algo como o nome daquela banda em que o vocalista tem um língua enorme e se maquia todo. Doideira total. Jugie venho ao pé da minha orelha e começou a suavizar meu medo. Falou da noite, que não poderíamos perder aquela chance. A lua, as estrelas, os sonhos. Ela queria ter comigo o primeiro beijo dela. Espantei de novo! Jugie poderia ser ladrona e tudo, mas assuntos do coração ela reprovara algumas vezes. Nunca amou, apenas gostava. Era diferente para ela. Então ela pegou minha mão e entrelaçou seus dedos aos meus. Os apertou tremendo um pouco. Eu fiz meu nome soar como proteção. Contei que com Joke ela poderia confiar sempre, que nem as estrelas esperançosas do Sul. Jugie chegou mais perto. Sua mão esmagava a minha, mas dane-se tudo, a dor era prazer naquele momento. Seus olhos se fecharam e eu fiz o mesmo. Faltava pouco para mais um roubo dela. Um, dois, três... JUGIE! TÁ NA HORA DE DORMIR! VEM. Droga! O pai dele não poderia dormir mais tarde, não? Pelo menos a mão dela tatuou na minha e o cheirinho do cabelo ficou no meu casaco. Disse tchau sem beijo mas com ideias para os sonhos durarem uma semana.

Morto... assim acontece. Preso, condenado
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Morto... assim acontece. Preso, condenado ao infinito do mesmo. Infância corroída, manifesto interior. Colo, cuidado, carinho: abandono, desdém, deboche. Ilha sem mar, incompleta natureza. Pouco riso, e por dentro. Cego de chances... Envenenado por crer. Quebra-cabeça de vento.