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Outras frases de Marisa Martins in Remoinho de Emoções

Não existe fase mais dramática e aflitiva, mas ao mesmo tempo mais libertadora do que matar uma soma gigantesca de pormenores para iniciar uma nova fase. Sou eu a despedaçar-me muitas vezes, a estilhaçar sentimentos, a espatifar o coração e a dividi-lo cada vez mais. São pensame…
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Não existe fase mais dramática e aflitiva, mas ao mesmo tempo mais libertadora do que matar uma soma gigantesca de pormenores para iniciar uma nova fase. Sou eu a despedaçar-me muitas vezes, a estilhaçar sentimentos, a espatifar o coração e a dividi-lo cada vez mais. São pensamentos apinhados na garganta. É a voz que me falha na hora de os verbalizar. Sou eu a chorar até que as próprias lágrimas se cansem de fazer o seu trajecto. A rever todos os aborrecimentos empilhados em mim. O sentir o anoitecer gelado, a escutar a cólera sentida pela ausência desta ou daquela pessoa, ou experimentar a comparência assídua e repetida das saudades. Sou eu a analisar todas as banalidades e bagatelas que por vezes me entretêm o pensamento e acabam por ocupar parte dos meus dias. A auscultar a minha consciência, a agradecer a quem devo e a culpar quem o merece. A redobrar cabeçadas e tropeções naturais de quem ainda vive de cegueiras e fantasias. A punir-me pelas máculas e cicatrizes que se vão aglomerando em mim, porque ainda me esqueço de usar o escudo de protecção e de salvaguardar-me de certas situações. Sou eu a retalhar emoções, a dilacerar distúrbios e a rasgar a alma. E sabes quando é que tudo começa a ter sentido? Quando me lembro que para começar de novo... preciso de mim inteira.

Hoje é um dia como qualquer outro para muitas pessoas…mas para mim, é mais um daqueles dias onde a expectativa se converte num desalento e desconforto incontrolável. É muito desconfortante para mim não ter os meus sentimentos, e pior do que isso as minhas acções sob controlo. O…
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Hoje é um dia como qualquer outro para muitas pessoas…mas para mim, é mais um daqueles dias onde a expectativa se converte num desalento e desconforto incontrolável. É muito desconfortante para mim não ter os meus sentimentos, e pior do que isso as minhas acções sob controlo. O tempo passa e desaparece. Tento alcançar o mundo lá fora pela janela, e vejo mais uma frincha neste sentimento. O dia brilha e faz-me acreditar, mas entretanto irá dar espaço à noite, que talvez me faça perder qualquer expectativa. Porque passou mais um dia, e mais outro, e hoje foi mais um. Sinto-me tal e qual o tempo. Desordenada, confusa, estranha, esquisita, irregular e algo desencaixada… no tempo e no espaço. Sinto-me arrastada por esse mesmo tempo, aliciada por figuras e personagens das quais não quero falar. Induzida e atraída pelas circunstâncias. Acendo mais um dos muitos cigarros que já fumei hoje, levo a minha mão à cabeça impacientemente. Será que tu sabes desta minha impaciência? Não sei a duração ou o prazo desta ansiedade… Não sei por quanto tempo viverei neste estado de hesitação. Não sei o que fazer comigo, nem sei se saberei ser de outra forma. Não sei o que fazer contigo, nem sei como lidar com a falta que me fazes...

Remoinho de sentimentos... Cá dentro vive um remoinho de sentimentos que só eu domino e sei amansar ou pacificar. Muitas vezes não é fácil, daí as frequentes lágrimas que deslizam sem pedir sequer autorização. As lágrimas são nada mais do que um dos espelhos da nossa alma. E co…
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Remoinho de sentimentos... Cá dentro vive um remoinho de sentimentos que só eu domino e sei amansar ou pacificar. Muitas vezes não é fácil, daí as frequentes lágrimas que deslizam sem pedir sequer autorização. As lágrimas são nada mais do que um dos espelhos da nossa alma. E confesso, por vezes o reflexo da minha alma imobiliza-me. Deixa-me estática e indignada com a minha falta de capacidade em controlar certas emoções, sentimentos e até posturas adoptadas por mim própria. Conheço-me bem e sei que o meu coração pouco ou nada deixa ao acaso. Daí certas atitudes. Há quem diga que o meu coração é um centro de paixões. E deve ser por isso que recordo e revivo factos que preferia esquecer. Deve ser por isso que ainda encontro dentro de mim recordações escondidas. Há coisas que nunca se repetem, mas que moram afundadas dentro de nós.