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Frase de Marisa Martins in Remoinho de Emoções

Remoinho de sentimentos... Cá dentro vive um remoinho de sentimentos que só eu domino e sei amansar ou pacificar. Muitas vezes não é fácil, daí as frequentes lágrimas que deslizam sem pedir sequer autorização. As lágrimas são nada mais do que um dos espelhos da nossa alma. E confesso, por vezes o reflexo da minha alma imobiliza-me. Deixa-me estática e indignada com a minha falta de capacidade em controlar certas emoções, sentimentos e até posturas adoptadas por mim própria. Conheço-me bem e sei que o meu coração pouco ou nada deixa ao acaso. Daí certas atitudes. Há quem diga que o meu coração é um centro de paixões. E deve ser por isso que recordo e revivo factos que preferia esquecer. Deve ser por isso que ainda encontro dentro de mim recordações escondidas. Há coisas que nunca se repetem, mas que moram afundadas dentro de nós.

Marisa Martins in Remoinho de Emoções

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Marisa Martins in Remoinho de Emoções

Não existe fase mais dramática e aflitiva, mas ao mesmo tempo mais libertadora do que matar uma soma gigantesca de pormenores para iniciar uma nova fase. Sou eu a despedaçar-me muitas vezes, a estilhaçar sentimentos, a espatifar o coração e a dividi-lo cada vez mais. São pensame…
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Não existe fase mais dramática e aflitiva, mas ao mesmo tempo mais libertadora do que matar uma soma gigantesca de pormenores para iniciar uma nova fase. Sou eu a despedaçar-me muitas vezes, a estilhaçar sentimentos, a espatifar o coração e a dividi-lo cada vez mais. São pensamentos apinhados na garganta. É a voz que me falha na hora de os verbalizar. Sou eu a chorar até que as próprias lágrimas se cansem de fazer o seu trajecto. A rever todos os aborrecimentos empilhados em mim. O sentir o anoitecer gelado, a escutar a cólera sentida pela ausência desta ou daquela pessoa, ou experimentar a comparência assídua e repetida das saudades. Sou eu a analisar todas as banalidades e bagatelas que por vezes me entretêm o pensamento e acabam por ocupar parte dos meus dias. A auscultar a minha consciência, a agradecer a quem devo e a culpar quem o merece. A redobrar cabeçadas e tropeções naturais de quem ainda vive de cegueiras e fantasias. A punir-me pelas máculas e cicatrizes que se vão aglomerando em mim, porque ainda me esqueço de usar o escudo de protecção e de salvaguardar-me de certas situações. Sou eu a retalhar emoções, a dilacerar distúrbios e a rasgar a alma. E sabes quando é que tudo começa a ter sentido? Quando me lembro que para começar de novo... preciso de mim inteira.

Hoje é um dia como qualquer outro para muitas pessoas…mas para mim, é mais um daqueles dias onde a expectativa se converte num desalento e desconforto incontrolável. É muito desconfortante para mim não ter os meus sentimentos, e pior do que isso as minhas acções sob controlo. O…
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Hoje é um dia como qualquer outro para muitas pessoas…mas para mim, é mais um daqueles dias onde a expectativa se converte num desalento e desconforto incontrolável. É muito desconfortante para mim não ter os meus sentimentos, e pior do que isso as minhas acções sob controlo. O tempo passa e desaparece. Tento alcançar o mundo lá fora pela janela, e vejo mais uma frincha neste sentimento. O dia brilha e faz-me acreditar, mas entretanto irá dar espaço à noite, que talvez me faça perder qualquer expectativa. Porque passou mais um dia, e mais outro, e hoje foi mais um. Sinto-me tal e qual o tempo. Desordenada, confusa, estranha, esquisita, irregular e algo desencaixada… no tempo e no espaço. Sinto-me arrastada por esse mesmo tempo, aliciada por figuras e personagens das quais não quero falar. Induzida e atraída pelas circunstâncias. Acendo mais um dos muitos cigarros que já fumei hoje, levo a minha mão à cabeça impacientemente. Será que tu sabes desta minha impaciência? Não sei a duração ou o prazo desta ansiedade… Não sei por quanto tempo viverei neste estado de hesitação. Não sei o que fazer comigo, nem sei se saberei ser de outra forma. Não sei o que fazer contigo, nem sei como lidar com a falta que me fazes...

(...) Lembrei-me daquelas mãos quentes, delicadas e atentas, inclinadas sobre as minhas mãos. Do toque daquela pele. Aquele toque tão agradável e demorado sobre mim. Sempre que me toca é como se todos os meus sentidos ficassem embriagados. E lá estou eu envolvida numa espécie de…
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(...) Lembrei-me daquelas mãos quentes, delicadas e atentas, inclinadas sobre as minhas mãos. Do toque daquela pele. Aquele toque tão agradável e demorado sobre mim. Sempre que me toca é como se todos os meus sentidos ficassem embriagados. E lá estou eu envolvida numa espécie de volúpia e luxúria. E lá estou eu com o ritmo cardíaco em aceleração constante. Voltei a lembrar-me, desta vez das minhas mãos em estado de desejo absoluto em busca do contacto com aquela pele. A exuberância ansiosa e impaciente que sustentam todos os nossos momentos. A urgência excessiva de nos sentirmos, sem pensarmos em absolutamente mais nada. Um corpo de encontro ao meu, destilado, consumido, arrebatado, a querer-me toda, tudo de mim…consumir-me toda. Não me lembrei só hoje. Mas hoje foi diferente. Este silêncio tão único imobilizou-me, mas não me assombrou, muito pelo contrário…na verdade fez-me bem fechar os olhos e voltar a sentir os sentidos como que embriagados. (...)