Frase de alexandre morais
Patrícia Mendes Quantos segredos há em uma fotografia? quanta paz há em desenhos? quanta luz há um formato? Eu só olhei e mais nada, as expressões fortes e sérias de uma moça que eu vi sem querer em uma foto-novela Amei-a da terra do nada por onde brotou um cálice de flor da gaveta empoeirada na qual era guardada uma imagem emoldurada, no porta-retratos de cor. Lembrei-me das moedas cunhadas na qual vinham o retrato de D. Pedro I e a imperatriz desejou-o o belo rosto rasteiro. Vou pedi-lá em casamento ainda hoje irei graças a minha curiosidade adiantar minhas cartas acelerar as brigas reconciliar os beijos que nunca dei. Dirigir-me-ei aos pais, pedir-lhes à mão, disser-lhes sobre a foto do meu pecado colorida, preta e branca do diamante escasso que encarava a fina lente e penetrava o rigor olhar no limbo aro Estás a duzentos, não! trezentos e oitenta mil quilômetros de enfática distância do meu apartamento de esquina ombreando com minha estima alerta e desespera a ganância no rapaz esquálido, que anos luz a viu estacada, defronte de perfil sua silhueta reta os cabelos soltos mornos nascidos de uma nova era da carne no osso. Como pode o sol permear os arredores de casa da rua, sem trazê-la? e o meu castigo já estava imposto a punição de não conhecê-la. Em um quadro marcado foram pintados os olhos simétricos a rebuscada boca para o meu aval literário, poético.
No pensador.ai desde