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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

Minha terra, richiamo Ah! Quem há de gabar, recordação impotente e escrava O que o presente diz, o que a saudade escreve? - Cutucas, sangras, pregadas nas lembranças, e, em breve Olhas, desfeito em espanto, o que te encantava... Passou, andou, e é num veloz turbilhão, a ilusão forjava; Ilusões. Um dia na inocência, hoje já não mais serve, A forma, e a realidade espessa, a lembrança leve, De pureza, canduras, numa quimera que voava... Quem a prosa achará pra poetar o conteúdo? Ai! Quem há de falar as saudades infinitas Do ontem? e as ruas que omitem e agiganta? E o suspiro muda! e o olhar surdo! o andar mudo! E as poesias de outrora que nunca foram ditas? Se calam nas recordações, e morrem na garganta... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 20 de janeiro, 2019 Araguari, Triângulo Mineiro. Paráfrase Olavo Bilac

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano