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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

SONETO DO LAMENTO Quando, o acaso na má sorte vem O lamento soluça no tal sentimento Que maldigo o fado sem entendimento Das lágrimas do azar que consomem Sou tal sofredor deste encoscoramento Que invejo o estado de quem não tem Da bonança e fortuna dos que vão além Descontente é o meu porte sem portento Se a amargura é algo que me convém É, pois, de desprezo feito meu momento Tal quem destinado à vida com desdém E nesta lama, enlameado é o meu contento Pois triste é lembrar que sorte não contém Mas sereno, tenho a Deus como fomento © Luciano Spagnol poeta do cerrado Março de 2017 Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano