Frase de Maria da Penha Boina
Homem de rua Depois de anos continuava ele ali sentado Sempre a observar o nada Ou a pedir uns trocados. Sujo, imundo e maltrapilho, Na sua liberdade ambulante De súbito viu distante Um brilho desconcertante. Levantou com certa preguiça dada pela fome, Caminhou lentamente, Abaixou e pegou o diamante. Ele não tinha por certo o que era, Mas a intensidade do brilho Fez guardar nos seus trapos. Assustou-se com o que ali perto ocorria, Aquietou-se nos seu espaço. Era uma batida policial por um assalto. Mandaram que se levantasse E acharam a pedra maldita. Perguntando quando a roubara Ele nem chegou a abrir os lábios, Colocaram nos seus pulsos e pés as algemas. E o levaram ao delegado. O desgraçado apanhara e fora preso, O pobre que nem sabia o quanto valia A pedra que achara ao acaso. Agora lá sentado a olhar para as paredes Que nunca tivera um dia, Por causa de uma estranha pedra brilhante Que para ele pouco valia. A pedra lhe tirou a vida de vagamundo A única liberdade que tinha.
No pensador.ai desde