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Frase de Roberval Pedro Culpi

Finitude: a arte de viver o agora A lucidez sobre a fragilidade da existência, pode ser interpretada não apenas como fonte de tristeza, mas também como um convite a uma libertação paradoxal. Ao reconhecer que a vida não se sustenta em grandiosidades épicas ou em felicidade perene, descobrimos que sua beleza reside justamente na efemeridade e na imperfeição. A consciência da finitude não precisa ser apenas um peso, mas pode ser o que nos ensina a valorizar os "pequenos momentos insignificantes" como únicos e insubstituíveis. Se o amor não é um conto de fadas, sua fragilidade o torna mais precioso — não porque dura para sempre, mas porque, justamente por ser passageiro, exige presença e cuidado. Se a felicidade é fugaz, sua raridade a torna mais intensa quando surge, como um raio de luz em meio à escuridão. A solidão do entendimento, por sua vez, pode ser o preço da autenticidade: ao nos afastarmos das ilusões coletivas, ganhamos a chance de viver com maior profundidade, mesmo que isso nos separe superficialmente dos outros. Nesse sentido, a tristeza de saber demais não é o fim da experiência, mas seu verdadeiro começo. Ela nos tira do automatismo e nos coloca diante da vida como ela é — frágil, transitória e, por isso mesmo, digna de ser vivida com atenção e coragem. A melancolia não é um beco sem saída, mas um portal para uma existência mais consciente, onde cada instante, por mais breve que seja, ganha um significado precioso porque não durará. A verdade pode doer, mas também nos liberta para encontrar beleza no efêmero e significado no que, de outra forma, pareceria insignificante.

Roberval Pedro Culpi

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Pensador.com

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⁠Confesso Eu confesso, tudo mais e muito além, Pelo que fiz, falei, calei, Sim, eu me omiti, deixei pra lá, Fiz de conta que não era da minha conta. Mas enfim, não tenho culpa, ninguém tem culpa, Todo mundo faz só o que pode. Eu não fui diferente, não sou super-homem, Avante e além, já ouvi isso, não sei de quem. E agora que só falta um pouco, pra chegar ao fim, Me consolo com as pequenas banalidades que fiz na vida. E vou caminhando, até quando? Até quando não sei, mas vou.

⁠Saudade e Cura Ontem reencontrei os amigos de sempre, Conversas como rios de memórias,
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⁠Saudade e Cura Ontem reencontrei os amigos de sempre, Conversas como rios de memórias, E a saúde, ou sua falta, era o tema. De rinite a resfriado, navegamos, Por mares de exames e diagnósticos, A bariátrica, um fantasma na mesa, Uns a defendiam, outros, cautela pregavam. Na clareza da vida que avança, Envelhecer, um fardo inevitável, Aquela que não poupa ninguém, Nos observa, silenciosa e constante. Mas que bom ter amigos ao lado, Para dividir o peso e a leveza, Seja na alegria ou na dor, A alma se aquece, o coração se alivia. Que me falte a saúde, se assim for, Mas que nunca me faltem os amigos, Pois na partilha do viver, Encontro a verdadeira cura.

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⁠“Ser Feliz” É possível ser feliz aqui e agora? A pergunta ecoa, persistente, Enquanto a esperança nos persegue, E a busca se torna urgente. Afinal, a felicidade é a causa final, O objetivo que nos move, que nos guia, Mas, às vezes, nos perdemos no caminho, Como folhas levadas pelo vento, sem valia. E não são apenas as grandes tragédias do mundo, As guerras, a fome, a dor, os crimes a luz do dia, Que roubam nossa paz e a alegria, Mas também os momentos de aparente satisfação. Passamos nos exames, conquistamos empregos, Encontramos amores correspondidos, E, ainda assim, algo nos falta, Uma sabedoria que não se ensina nos livros. O desejo, esse intrincado labirinto, Nos leva a buscar o que não temos, Mas quando alcançamos, o desejo se desfaz, E logo ansiamos por algo novo, mais plenos. Confundimos desejo com esperança, Como se fossem sinônimos, irmãos, Mas a esperança transcende o ego, Não depende apenas das nossas mãos. Talvez a felicidade esteja em direcionar Nossos desejos para o que já possuímos, Para o presente, onde ela floresce, Sem preocupações com o futuro, sem enganos. Assim, aprendemos a viver, Apreciando cada pequeno instante, Como regatos que seguem seu curso, Como árvores que se erguem, constantes. A felicidade, afinal, é como um raio de sol, Que ilumina o agora, o momento presente, E, quando nos entregamos a ele, Descobrimos que ser feliz é simplesmente ser!

⁠INDIFERENÇA No véu da noite, em silêncio, eu confesso, Que às vezes tento a dor não mais sentir,
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⁠INDIFERENÇA No véu da noite, em silêncio, eu confesso, Que às vezes tento a dor não mais sentir, Deixar o mundo e suas mágoas regredir, E na indiferença, encontrar meu endereço. Mas eis que o sofrer é um laço que apresso, Na ingratidão, uma lâmina a ferir, Cada desdém, um golpe a insistir, Que o coração, ao se importar, paga o preço. Clamo então aos céus, em súplica ardente, Por um bálsamo que cure esta ferida, A indiferença, doce e tão clemente. Que ela venha, como brisa esquecida, E me ensine a ser, enfim, indiferente, Na receita da paz, a vida agradecida.