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Frase de Roberval Pedro Culpi

⁠Confesso Eu confesso, tudo mais e muito além, Pelo que fiz, falei, calei, Sim, eu me omiti, deixei pra lá, Fiz de conta que não era da minha conta. Mas enfim, não tenho culpa, ninguém tem culpa, Todo mundo faz só o que pode. Eu não fui diferente, não sou super-homem, Avante e além, já ouvi isso, não sei de quem. E agora que só falta um pouco, pra chegar ao fim, Me consolo com as pequenas banalidades que fiz na vida. E vou caminhando, até quando? Até quando não sei, mas vou.

Roberval Pedro Culpi

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Pensador.com

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⁠Saudade e Cura Ontem reencontrei os amigos de sempre, Conversas como rios de memórias,
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⁠Saudade e Cura Ontem reencontrei os amigos de sempre, Conversas como rios de memórias, E a saúde, ou sua falta, era o tema. De rinite a resfriado, navegamos, Por mares de exames e diagnósticos, A bariátrica, um fantasma na mesa, Uns a defendiam, outros, cautela pregavam. Na clareza da vida que avança, Envelhecer, um fardo inevitável, Aquela que não poupa ninguém, Nos observa, silenciosa e constante. Mas que bom ter amigos ao lado, Para dividir o peso e a leveza, Seja na alegria ou na dor, A alma se aquece, o coração se alivia. Que me falte a saúde, se assim for, Mas que nunca me faltem os amigos, Pois na partilha do viver, Encontro a verdadeira cura.

⁠“Ser Feliz” É possível ser feliz aqui e agora? A pergunta ecoa, persistente,
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⁠“Ser Feliz” É possível ser feliz aqui e agora? A pergunta ecoa, persistente, Enquanto a esperança nos persegue, E a busca se torna urgente. Afinal, a felicidade é a causa final, O objetivo que nos move, que nos guia, Mas, às vezes, nos perdemos no caminho, Como folhas levadas pelo vento, sem valia. E não são apenas as grandes tragédias do mundo, As guerras, a fome, a dor, os crimes a luz do dia, Que roubam nossa paz e a alegria, Mas também os momentos de aparente satisfação. Passamos nos exames, conquistamos empregos, Encontramos amores correspondidos, E, ainda assim, algo nos falta, Uma sabedoria que não se ensina nos livros. O desejo, esse intrincado labirinto, Nos leva a buscar o que não temos, Mas quando alcançamos, o desejo se desfaz, E logo ansiamos por algo novo, mais plenos. Confundimos desejo com esperança, Como se fossem sinônimos, irmãos, Mas a esperança transcende o ego, Não depende apenas das nossas mãos. Talvez a felicidade esteja em direcionar Nossos desejos para o que já possuímos, Para o presente, onde ela floresce, Sem preocupações com o futuro, sem enganos. Assim, aprendemos a viver, Apreciando cada pequeno instante, Como regatos que seguem seu curso, Como árvores que se erguem, constantes. A felicidade, afinal, é como um raio de sol, Que ilumina o agora, o momento presente, E, quando nos entregamos a ele, Descobrimos que ser feliz é simplesmente ser!

⁠INDIFERENÇA No véu da noite, em silêncio, eu confesso, Que às vezes tento a dor não mais sentir,
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⁠INDIFERENÇA No véu da noite, em silêncio, eu confesso, Que às vezes tento a dor não mais sentir, Deixar o mundo e suas mágoas regredir, E na indiferença, encontrar meu endereço. Mas eis que o sofrer é um laço que apresso, Na ingratidão, uma lâmina a ferir, Cada desdém, um golpe a insistir, Que o coração, ao se importar, paga o preço. Clamo então aos céus, em súplica ardente, Por um bálsamo que cure esta ferida, A indiferença, doce e tão clemente. Que ela venha, como brisa esquecida, E me ensine a ser, enfim, indiferente, Na receita da paz, a vida agradecida.

⁠Chuvitiba Não vejo nada, só a chuva na noite fria, que esconde a cidade atrás da névoa.
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⁠Chuvitiba Não vejo nada, só a chuva na noite fria, que esconde a cidade atrás da névoa. Nos teus parques, as capivaras tomam conta dos gramados e dos lagos, como guardiãs silenciosas. Um corredor solitário, indiferente às intempéries, insiste em demonstrar que pode haver prazer no sofrimento. Amanhã, com sorte, haverá de existir mais um dia, cinzento e chuviscoso, mais um dia nesta cidade, que não perdoa os fracos. Minha amada Curitiba, onde a melancolia se faz poesia, onde a chuva é companheira constante, e a bruma, um véu que esconde os segredos da noite.