Frase de Maria da Penha Boina
POETISA FERIDA (03/2001) Sempre fui poetisa da alegria Das grandes virtudes e glórias Como um poeta deve ser. Mas uma grande decepção Sem compaixão e com precisão Feriu as palavras do meu ser. Neste momento escrevo as tristezas Que a vida nos prega De maneira irônica e desprezível. Os sonhos e realidades incompletas Por minha insensatez Pregou-me esta peça. Que fraqueza a minha Cai na própria armadilha De que tanto dava gargalhada e contestava. Cedo ou tarde Nunca faltará essa realidade No íntimo de cada ser. Esta droga maldita Que me colocou em delírios Que não é injetada e nem bebida. A ânsia me devora Mas no grito da vitória Vou me safar dessa agonia. Mas neste momento Desafogo em lamentos Minha dor contraída. Perdoai então Meu momento sofrível De poetisa ferida.
No pensador.ai desde