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Frase de Eduardo Pitta

Está um rapaz a arder em cima do muro, as mãos apaziguadas. Arde indiferente à neve que o encharca. Outros foram capazes de lhe sabotar o corpo, archote glaciar. Nunca ninguém apagou esse lume.

Eduardo Pitta

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Gosto da claridade penumbrosa de adolescentes indecisos. Gosto deles assim lentos inaptos, vorazes, sedentos do labor meticuloso e da antiquíssima sabedoria de outras mãos. Anjos devastados, senhores do caos é para longe que partem.

Nenhum de nós passeia impune pelos retratos: fazem-nos doer os recessos da memória.
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Nenhum de nós passeia impune pelos retratos: fazem-nos doer os recessos da memória. Deles saltam, por vezes, sustos, primeiras noites, secreta loucura, lábios que foram. Interditam-nos sempre. Trepam-nos pelo torpor mais desprevenido, subsistem. A sua perenidade é volátil e cheia de venenosos ardis. Um sopro no acetato. Distintos, os seus contornos não são nunca os que supomos.